Olha eu de volta às minhas impressões sobre o Sul. Depois de vários dias sem tocar no assunto, decidi pegar meu caderninho cheio de anotações e dar seguimento à minha empreitada de escrever o que notei, observações bem pessoais. Uma das coisas que me chamou a atenção por lá foi a preocupação das pessoas com as aparências. Não falo de aparência física apenas, mas da aparência da casa, por exemplo. Todas bem arrumadas, cuidadas, não importa a clase social.
Talvez porque por lá, dá-se uma importância grande à aparência. Não, eu não estou julgando, não estou dizendo que isso é bom ou ruim, mas apenas narrando. Cada um que faça seus próprios julgamentos se o quiser. Não é esta a minha intenção. Voltando às aparências, a preocupação é tanta com o que mostrar, que você nunca (ou quase nunca) será bem-vindo se a visita não for comunicada com antecedência. Porque o dono da casa quer sempre receber bem, ter uma coisinha gostosa a oferecer, quer estar preparado para ter alguém de fora em sua casa.
A priori, achei que era apenas uma sensação, mas algumas pessoas me confirmaram que isso acontece mesmo por lá. Assim, uma visita inesperada em um momento inoportunido pode gerar constrangimentos e até um mau humor (ainda que passageiro). Aí me lembrei daqui da terrinha. Difícil é a visita ligar, marcar com antecedência, avisar que vai chegar em alguns dias.
Mas por aqui, com todos os contratempos que isso possa gerar, as visitas aleatórias são bem-vindas na maioria das vezes. É cultural também. Aqui, coloca-se mais água no feijão, alguém corre rapidinho ali no mercado da esquina pra comprar umas azeitonas e queijos, no barzinho se compra umas cervejinhas e aquela visita inesperada vira motivo de festa.
Sem comparações, importante mesmo é respeitar o costume de cada lugar e saber se adaptar às diferenças. Claro que cada um tem sua preferência, mas o gosto pessoal não pode rebaixar o diferente, ou desqualificá-lo. Enfim, novos hábitos podem até nos chocar, nos causar boas ou más impressões. Isso é bem normal. Mas vamos aprender a lidar com eles de uma forma natural e tentar viver as realidades distintas com as quais nos deparamos. É uma experiência gratificante.
Escrito por alane virgínia
Escrito por alane virgínia
Escrito por alane virgínia