Só hoje…

outubro 13, 2009

Tenho fases musicais. De vez em quando passo dias seguidos ouvindo uma música qualquer… Muitas vezes não tem, a letra, qualquer relação com o momento que estou vivendo. Inclusive não é isso que me faz grudar o ouvido em algum som. É a melodia, a letra em si… Atualmente, o meu hit do momento é “Só Hoje”, de Jota Quest. Para quem não conhece, seguem a música e a letra logo abaixo…

“Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal…
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
(que te faça rir)

Hoje eu preciso te abraçar…
Sentir teu cheiro de roupa limpa…
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria…
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar…
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia…
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria…
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar…
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia…
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você…
Com qualquer humor, com qualquer sorriso!
Hoje só tua presença…
Vai me deixar feliz.
Só hoje”


Futuros Amantes

outubro 27, 2008

Pra quem não conhece a música de Chico que citei no post anterior, segue o vídeo e a letra logo abaixo. Se deliciem, que vale à pena.

Futuros Amantes (Chico Buarque)

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você


Entendeu? Explica

setembro 20, 2008

“Nem sempre a boa-fé induz ao erro. Muitas vezes ela acerta nas suas elucubrações simplistas”. Entendeu? Explica aí.

A frase é dita no meio da música “Liberty Square”, do Udora. Decidi escrever este post depois de ouvir várias interpretações diferentes…

Acrescente aqui a sua.

Pra quem quer conhecer a banda e a música:

A letra:
I see you for the first time as the golden age was poured
All the love is still immune to changes like before
Walking down the pathway I was lifted off the floor
I close my eyes and know it’s much too strong to be ignored

All these words I hope to say
Won’t you take me in today

Liberty square downtown
Far away you’re still in me
Liberty square right now
I dream of starting over when I’m here

As seasons passed I burned inside and longed for something more
I tried to find it carelessly by drifting from the shore
But every moment told me I could knock back at your door
Open arms all reaching til I’m back into the core

By your side is where I’ll lay
Hold me in and make me stay

Liberty square downtown
Far away you’re still in me
Liberty square right now
I dream of starting over when I’m here


Doce inquietação

abril 26, 2008

Canções traduzem estado de espírito. Concretizamos sentimentos em letras de músicas e, por uma vida inteira, elas tornam-se trilhas sonoras de pequenos ou grandes momentos. Algumas músicas me provocam sensações esquisitas. É o caso, por exemplo, de “Hope there’s someone”, de Antony And The Johnsons. Eu tenho um verdadeiro fascínio por ela. A ponto de passar horas ininterruptas ouvindo-a.

Falo em sensação esquisita porque ela me provoca uma tristeza profunda. Não vejo nisso um paradoxo, embora gostar de alguma coisa que lhe traga tristeza pareça contraditório. Talvez a tristeza que eu trate aqui não seja a convencional, se é que existe isso que acabo de dizer. Quem sabe alguém já tenha experimentado esta sensação e compreenda o que quero dizer aqui, mas que é tão difícil de expressar em palavras.

É possível que seja a carga de sentimentos que a letra carrega unida à densidade das notas.  Quiçá ela fale de algo que me aflige. E fale de maneira tão bela, tão doce, e ao mesmo tempo tão forte, que me inquiete… Creio que esta seja a palavra: inquietação.

Pra quem não conhece a música…

E a letra…

Hope there’s someone
Who’ll take care of me
When I die, will I go

Hope there’s someone
Who’ll set my heart free
Nice to hold when I’m tired

There’s a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head

Oh I’m scared of the middle place
Between light and nowhere
I don’t want to be the one
Left in there, left in there

There’s a man on the horizon
Wish that I’d go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head

So here’s hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don’t want to go
To the seal’s watershed

Hope there’s someone
Who’ll take care of me
When I die, Will I go

Hope there’s someone
Who’ll set my heart free
Nice to hold when I’m tired


Lá de Minas

abril 10, 2008

Estava navegando pelo blog de uma pessoa querida e encontrei a letra de Amor de Índio por lá. Foi instantâneo o arrepio. Beto Guedes, pra mim, faz parte de um grupo seleto de artistas, cujas canções significam mais que junções de notas e letras. 

É Minas Gerais. São as altas altitudes da Mantiqueira, do Espinhaço. É o terreno planáltico. São as serras, vales, picos, rios, cachoeiras, os lagos, cavernas, depressões… alguma coisa há de explicar a safra musical que saiu de lá.

Lô Borges, Milton Nascimento (que é mais mineiro que carioca), Fernando Brandt, Flávio Venturini, Wagner Tiso, João Bosco são só alguns poucos exemplos. Minas Gerais inspira. Meu querido amigo Luciano, baiano de nascimento e mineiro de alma, músico de mão cheia, me disse isso certa vez. Não há como duvidar…

A propósito, a letra da música a que me referi no início desse post segue logo abaixo. Arrepiem-se também que vale a pena.

“Tudo que move é sagrado
E remove as montanhas
Com todo cuidado, meu amor
Enquanto a chama arder
Todo dia te ver passar
Tudo viver a teu lado
Com o arco da promessa
Do azul pintado pra durar
Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou
A estrela caiu do céu
O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser tudo
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Lembra que o sono é sagrado
E alimenta de horizontes
O tempo acordado de viver
No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar
No estio me derreter
Pra na chuva dançar e andar junto
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo”


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