Sentimento é como uma flor, precisa ser regado, cuidado, para crescer e vingar. Precisa do outro, da troca, do alimentar esperanças. As atitudes do outro podem, aos poucos, minar o sentimento que começou a nascer. Podem podá-lo, cortar suas flores, fazê-lo morrer. Uma palavra aqui, outra li, um gesto, uma atitude… Tudo junto vai dando um desânimo, uma vontade de ficar longe. As atitudes que antes eram espontâneas começam a ser pensadas, repensadas, até parecer que não valem mais a pena. Triste isso.
Das palavras e dos gestos
setembro 1, 2011As palavras, se bem escolhidas, são lindas. Elas comovem, emocionam, criam expectativas, alimentam sonhos… As palavras são capazes de construir ou de destruir, elas podem iludir, podem decepcionar. Por isso, mais importante que as palavras são os gestos. Estes, sim, importam. Estes, sim, nos mostram as reais intenções… O que dizer de um olhar parceiro? De um olhar apaixonado? As palavras são indispensáveis, claro. É muito bom ouvir um “eu te amo”, por exemplo, se for honesto e de coração. Mas é muito melhor se sentir amado no dia a dia, nos pequenos gestos, nas pequenas atitudes. Quem já se sentiu amado na vida sabe do que eu estou falando… É isso. Se não sente, não fale! Se sente, demonstre. A vida a dois pode ser maravilhosa, se houver amor, só depende da gente.
Inegociável amor
maio 28, 2011Não se compra amor, nem se vende. É inegociável. Pode-se forjá-lo, fingi-lo, mas lá no íntimo, o coração vai se povoar deste sentimento somente se ele for verdadeiro. Amor é doação, ele é gratuito e até unilateral. Amor é assim, a gente simplesmente ama.
Mais uma história de amor
abril 15, 2011Não canso de me comover com as histórias de amor, com as declarações sutis, com a ternura das palavras. Perdemos o romantismo no dia a dia. A correria apaga a beleza dos pequenos detalhes da vida. Não temos tempo de apreciá-los, até que algo acontece, uma história chega aos ouvidos e voltamos a acreditar na força desse sentimento, nas entranhas inalcançáveis dele. E penso no quão belo e sedutor é o romantismo, no quanto é importante compartilhá-lo.
Sem citar nomes, contarei uma história. Ela à beira da morte, no leito de um hospital. A família já desenganada, aguardava apenas o último suspiro. Ele, diariamente ia lá, visitá-la, conversar com ela. Um casal já maduro pelo avançar da idade. Em uma manhã de um dia qualquer, ele cumpriu sua rotina. No leito de sua amada, disse ao pé de seu ouvido que aquela seria sua última visita, que ele não voltaria mais ao hospital, porque ficaria na casa dos dois, à espera dela.
Despediu-se. Beijou-lhe a testa. Foi para casa, como em todos aqueles dias em que dividia as horas permitidas pela medicina com o seu amor. Em casa, ele fechou os olhos para dormir, e não mais acordou. Ele não voltou mais ao hospital, como dito. Preferiu deixar o nosso mundo antes dela, para esperá-la lá, onde quer que ela vá. Ela irá na hora em que tiver de ir e sem saber que ele já está lá, a esperá-la.
E não duvide que eles irão se encontrar.
Ajudando a quem se ama
março 25, 2011É bom poder ajudar as pessoas que a gente ama. A sensação de estar sendo útil e solidária me enche de prazer. Principalmente quando olho para a pessoa que amo e vejo em seus olhos a felicidade de poder contar comigo. Isso me deixa feliz, muito feliz, ainda que a situação em si esgote minhas energias. É como se, ao mesmo tempo, a energia estivesse sendo renovada, recarregasse minhas baterias. Mesmo com as olheiras imensas, com o sono comprometido, a concentração revirada. Ainda assim, sinto-me pronta para os próximos capítulos da história.
Por amor
março 7, 2011No dia em que deixar de ajudar as pessoas que amo, é porque deixei de amá-las.
O amor que eu amo
novembro 11, 2010É tão difícil falar sobre o amor. São tantas variáveis… Eu acredito no amor e tenho a minha forma própria de enxergá-lo, como todo mundo o tem. O amor que cultivo em mim tem uma certa tranquilidade, um ar de paz. Sim eu já amei. Amei de duas maneiras diferentes, porque talvez a maturidade nos ensine um jeito mais gostoso de amar. Perguntei-me durante muito tempo como é que a gente sabe que é amor. As respostas, eu as encontrei vivendo. Por cada reação, por cada emoção, por cada riso e lágrima, ali tinha mais uma certeza de que, sim, era amor.
Percebi que o amor se mostra pela vontade de querer estar junto, pelo respeito, pela cumplicidade, pela troca. O amor que eu costumo amar exige de mim dedicação nos momentos mais difíceis para o outro. Eu não aprendi a amar pela metade, nem consigo entender como amar apenas os momentos bons. É que meu amor ama o todo, na alegria e na tristeza. Esse amor que florece em mim não costuma medir muitos esforços para ver o outro feliz. Talvez seja mesmo um amor exagerado, ou talvez não. Não consigo imaginar amor sem risos, não consigo imaginá-lo sem risos exagerados. O meu último amor durou pouco, mas durou o suficiente para me fazer entender o quanto amadureci amando alguém.
Percebi que o amor se sustenta na segurança, na certeza de que os dois querem ficar um com o outro. Também entendi que não há como haver amor sem discussão, sem adaptação de ideias e sonhos. O problema não são as brigas, mas a forma como lidamos com elas. A gente pode prolongar a briga, ou a gente pode resolver e colocar um ponto final nela. A gente pode remoê-la por toda uma vida ou a gente pode esquecê-la, deixá-la para trás. Descobri que o amor só dura à base do diálogo, e que o diálogo exige duas vozes para se concretizar. O amor não sobrevive à mudez da alma. Até o silêncio no amor, ele precisa se expressar. Ah, e também compreendi que o amor em si não é romântico, ele é cotidiano, é vida, é diário.
Amor que é amor sofre junto, perde a noite pra dividir a responsabilidade, tenta fazer a tristeza do outro sorrir. No amor, a gente faz escolhas. E algumas delas significam abdicar dos próprios sonhos, para minimizar a dor do outro. Significa partilhar a dor quando ela parece não ter mais fim. Quando a gente ama, a gente enxerga o sofrimento e a alegria no olhar do outro. A gente sabe quando o outro sorri a tristeza. A gente sabe quando o outro finge a felicidade apenas para seguir em frente, mesmo quando a dor ao redor não cansa de se mostrar. Quando a gente ama, a dor do outro dói na gente.
Mas como eu disse logo acima, o amor é cotidiano, é vida, é diário. E ele não sobrevive sozinho, sem a troca. Não no relacionamento a dois, pelo menos. A incerteza do outro gera incerteza na gente. É que a relação só evolui se houver mútuo empenho. Quando o outro deixa de ter certeza, quando o amor do outro já não parece brilhar, o amor da gente murcha, ele recua, ele se enconde. É como um bichinho amedrontado, que se sente acuado e perde a coragem de arriscar. O alimento do amor é a segurança, são aquelas atitudes do outro, aqueles gestos naqueles momentos específicos que voltam a inflar o nosso amor.
O meu amor deixou de ser romântico há algum tempo. Ele ainda é regado a surpresinhas e doçuras, ele ainda vive de carinho. Mas ele é real, ele permeia a divisão de tarefas, o estresse da correria da vida. Ele está ali, entre a discussão de um problema e outro, entre uma notícia boa e uma ruim. O amor que eu amo entende a hora de administrar uma crise, entende que há conflitos, entende que às vezes é necessário parar para reparar. Esse meu amor quer partilhar. É que eu ainda não aprendi a amar o amor solitário. O amor que eu amo também precisa ser amado.
Declarações singelas de amor
setembro 1, 2010As demonstrações de amor e carinho me sensibilizam. No fundo, no fundo, acho que o romantismo é uma resposta. Ainda não tenho muita certeza disso, mas acredito que o romantismo é dosado a depender de como o parceiro age com relação a isso. Hoje, uma amiga ganhou do namorado uma surpresa linda. Ele mora longe e enviou por sedex uma caixinha de papelão em que reuniu pétalas de flores catadas pelo caminho, três postais lindos com declarações de amor e mais um presentinho muito fofo.
Uma vez, fui com um namorado comprar um presente para um amigo dele. Quando saímos da loja, ele me deu um cartão lindo, com uma mensagem linda, que ele tinha comprado junto com o presente do amigo. Eu estava tão distraída que nem percebi que ele havia comprado e ainda escrito um texto no cartão.
Outra vez, eu brinquei com um namorado que estava morando em outra cidade, dizendo que queria ganhar sete presentes de aniversário. Eu não levei a história a sério, mas ele levou e me trouxe sete presentes lindo, fofos, pequeninos, com textinhos apaixonados… É aquela história de que nem sempre se precisa gastar muito para agradar e mostrar sentimentos a alguém.
Lindo, lindo!
Aquele alguém
julho 28, 2010Às vezes você conhece alguém com quem desenvolve uma relação massa de amizade, de cumplicidade, de confiança. Alguém com quem você se sente à vontade para conversar sobre qualquer coisa. A quem você fala as maiores bobagens, com quem você ri de tudo, que sabe que você pode contar a qualquer hora. Às vezes essa pessoa entra em sua vida e você acha que tem tudo pra dar certo, e você decide apostar pela segunda, terceira, quarta vez…
Decide encarar uma relação mesmo com todos os contratempos, mesmo sabendo que não será tão fácil assim, que há muita coisa envolvida… Mas só vai funcionar se ambos estiverem na mesma sintonia, se o seu sentimento for recíproco e se os desafios forem apenas obstáculos para os dois. Não dá para lutar sozinho, não dá para querer sozinho, nem dá para amar sozinho. E se o amor não é recíproco, só lhe resta aceitar e deixar para lá.
Não é fácil encontrar a pessoa certa e, por alguma circunstância da vida, não poder tê-la ao seu lado. É difícil amar essa pessoa e não ver retribuído este sentimento. Mas não dá para bater a cabeça em ponta de faca. Quando um não quer, dois não ficam juntos. E não ficam mesmo. E se você vive essa situação, o melhor mesmo é deixar passar, se concentrar em outras coisas, aceitar a ideia de que não dá. Superar.
Eu não sou romântica à moda antiga, que acredita que o amor é capaz de nos fazer suportar qualquer coisa. Mas eu acredito que é possível encontrar alguém com quem você se identifique. Acredito que é possível enfrentar uma série de problemas e vencer. Acredito que tudo depende apenas de nós e do que estamos dispostos a encarar para ficar com alguém; depende da certeza de que você quer estar com aquele alguém.
Mas tem horas que chega o momento de desistir. De jogar a toalha branca. E se chegar esse momento em sua vida, não recue. Desista e siga em frente. Ser feliz será sempre o que verdadeiramente importa.
Tempo de desistir
junho 4, 2010Às vezes a gente tenta, tenta muito. E quer tanto alguma coisa, que esquece de observar se o outro quer a mesma coisa também. Acredita apenas nas palavras e não presta atenção nas atitudes, nos gestos. São elas às vezes tão contraditórias, tão óbvias… A gente simplesmente fecha os olhos e insiste. Até reaprende, retoma a rotina, volta a ligar todo dia, a se preocupar, a chamar de ‘meu amor’, a fazer planos e enxergar um futuro… O problema é que às vezes é sempre o ‘eu’, diariamente o ‘eu’… A gente tenta intensamente até sentir uma lágrima escorrer dos olhos, aí nos damos conta de que não há o ‘nós’, de que nunca houve, na verdade. Aí percebemos o quanto fomos tolos… Mas sempre há tempo, sempre há tempo de desistir.
Tarde demais
maio 8, 2010“Hoje senti um aperto forte no peito. E pensei em você. Por um único momento eu quis que você nunca tivesse saído da minha vida. Por um único momento eu quis que estivéssemos prestes a comemorar mais um ano… Mas o tempo passou. E hoje, por um breve instante, eu queria ter tido a chance de fazer o tempo voltar e ter feito alguma coisa diferente…
O que sinto por você nunca vai morrer. Hoje me dei conta de que esse sentimento é tão estranho… Talvez eu sinta algo que é só meu. Mas o tempo passou. Passou muito tempo. E hoje eu talvez esteja tomando uma das decisões mais difíceis da minha vida. Hoje eu estou decidindo abrir mão de tudo isso que eu sinto. Abrir mão de você.
Vou guardar esse sentimento em algum lugar bem longe das minhas vistas. É amor, não me resta dúvida. É um amor diferente, que eu talvez nunca tenha sentido por outro alguém, que eu talvez nunca sinta por alguém, mas que nasceu fadado a permanecer encurralado dentro de um peito. Triste isso. Mas nem tudo é perfeito. A graça é essa.
Pelo menos essa certeza você pode ter, e levar contigo a vida inteira. Eu te amo. Te amo da forma mais bela que pode haver no amor. Te amo do jeito que você é, com todos os defeitos que fui conhecendo ao longo do tempo. Te amo sem posse, sem ciúme, sem exageros… Te amo exatamente do jeito que eu queria amar alguém…
Mas hoje é tarde demais.”
Relação de um
maio 1, 2010Não dá para construir uma relação só. É preciso dos dois, da dedicaçãoe vontade de ambos para que as divergências não atrapalhem e as vontades se ajeitem. Se um quer fazer tudo dar certo sozinho, a tendência é ser infeliz pra sempre, se enclausurar em uma relação de mão única. É bom pensar nisso antes de se meter em algo do tipo.
Escrito por Alane Virgínia