Nem todos precisam saber dos detalhes de sua vida, nem todos precisam tomar ciência do que você faz, do que você decidiu fazer. Tem momentos em que é melhor guardar aquela situação pra você. Vivê-la intensamente, se for o caso, sem precisar sair contando por aí o que aconteceu ou está acontecendo. Tem pequenos segredos na vida da gente que valem a pena permanecer guardados conosco.
A importância dos limites
agosto 26, 2011Os limites são importantes. Precisamos deles quando crianças, para aprendermos até onde podemos ir, para aprendermos sobre respeito. Precisamos deles quando adultos, para entendermos a necessidade de respeitar o outro, para compreendermos sobre solidariedade humana e sobre igualdade de direitos. É aquele velho ditado de que o direito de um termina quando começa o do outro. Os limites obrigam as pessoas a pensarem antes de tomar certas decisões, antes de simplesmente fazer, sem analisar as consequências. É bom saber que a gente pode chegar onde quer, mas é bom saber também que é preciso respeitar os outros no caminho.
Cada um é seu próprio um
abril 26, 2011Não dá para exigir que as pessoas sejam como queremos, que elas reajam às nossas necessidades da forma que esperamos, que achamos correta. Cada um é um. Ser individual, particular, que tem convicções próprias, crenças, posicionamentos. Acho que uma afirmação dessa deve ser meio pacífica em termos de concordância. Poucas pessoas devem pensar diferente disso, acredito. O que eu acho importante nisso tudo é tentar não machucar os outros ainda que mantenhamos nosso posicionamento.
Explico. Claro que não vamos agir como os outros querem, mas podemos minimizar nossas reações para não magoar o outro, podemos pensar um pouco antes de disparar a metralhadora de palavras. A meu ver, o cuidado com as brincadeiras, com as palavras, com as piadinhas, é fundamental. Eu, por exemplo, não crio muitas expectativas quanto às reações e comportamentos alheios, mas me decepciono às vezes com a falta de delicadeza na escolha do que vai ser dito.
Cada um é um. Eu concordo. Mas cada um pode também ser mais sensível ao outro dentro de suas próprios individualidades. É isso.
Ninguém é feliz o tempo inteiro
abril 10, 2011Ninguém é feliz o tempo inteiro. Não precisamos passar essa impressão aos outros. Somos imperfeitos, temos dias ruins, passamos por situações desagradáveis, nos decepcionamos. Tudo isso faz parte do viver. Deve doer demais fingir a felicidade diária. Talvez seja mais produtivo mostrar nossas fragilidades. E mostrar que temos forças para superá-las. É razão muito melhor para se ter orgulho.
Por um mundo mais educado
abril 8, 2011É preciso ser educado. É algo básico. Não falo aqui da educação formal que é reproduzida no universo acadêmico, mas da arte de tratar bem as pessoas, com cordialidade. Todos temos dias difíceis, temos problemas devastadores, mas não podemos usar isso como desculpa para justificar comportamentos grosseiros. Recebemos de volta o que doamos. Por isso é tão importante doar sorrisos e gentilezas. O mundo seria bem melhor se pensássemos nisso diariamente ao acordar.
Ajudando a quem se ama
março 25, 2011É bom poder ajudar as pessoas que a gente ama. A sensação de estar sendo útil e solidária me enche de prazer. Principalmente quando olho para a pessoa que amo e vejo em seus olhos a felicidade de poder contar comigo. Isso me deixa feliz, muito feliz, ainda que a situação em si esgote minhas energias. É como se, ao mesmo tempo, a energia estivesse sendo renovada, recarregasse minhas baterias. Mesmo com as olheiras imensas, com o sono comprometido, a concentração revirada. Ainda assim, sinto-me pronta para os próximos capítulos da história.
Compreensão e tolerância
março 24, 2011Acredito que as pessoas entram em nossa vida por uma razão especial. Gasto horas do dia me questionando sobre destino, motivos, causas… Não acredito que seja perda de tempo. Prefiro entender como tentativa de compreensão dos fatos da vida. Tenho me tornado visivelmente uma pessoa mais compreensível com o passar do tempo. Às vezes penso estar fazendo o caminho inverso, ou talvez termine eu em uma parábola. Normalmente as pessoas ficam mais intolerantes com o passar do tempo. Eu já fui bem mais intolerante do que sou hoje, já fui bem menos compreensiva também. Mas amanhã eu já não sei.
Desmistificando a admiração
março 20, 2011Fico triste quando descubro coisas ruins de uma pessoa que admiro. Não que eu busque a perfeição em ninguém, mas a gente constrói a imagem das pessoas com quem convivemos com base no que elas nos mostram. E eu costumo acreditar na face que as pessoas me mostram.
Mas acontece, não raras vezes, de algumas posturas, comportamentos ou ditos daquela pessoa cair em nossos ouvidos. Nem sempre é de maldade, às vezes a situação, o contexto faz com que surjam certos comentários. Me bate uma sensação ruim, uma tristeza esquisita.
Aconteceu estes dias. Desmistificaram a imagem que tinha de uma pessoa que admiro bastante. Continuarei a admirá-la pelo que se mostra a mim. Mas agora há uma ressalva, um pé atrás. Fico triste quando alguém tenta fingir a si mesmo. Deve ser tão doloroso ter de fingir ser um outro alguém.
O que pensar de quem se presta a um papel desses?
Reconhecendo grandes amigos
março 11, 2011Para refletir:
“Costumamos dizer
que reconhecemos os grande amigos
no momento de nosso sofrimento,
Mas não é verdade.
Os verdadeiros amigos
são aqueles que suportam
a duração de nossa alegria”
(Techo do livro Carta Entre Amigos – Sobre Medos Contemporâneos,
p. 102)
Gratidão e reconhecimento
março 8, 2011Sempre me dediquei muito às pessoas que amo. Eu gosto de ajudar, é algo que está em mim. Gosto de ajudar, quando gosto da pessoa. Eu não espero reconhecimento nem gratidão por isso. Faço porque sou assim. Faço por amor, por cuidado, por consideração. Mas eu também sou humana e fico feliz quando um gesto meu, uma atitude são reconhecidos. Eu gosto de falar “obrigada” e gosto de ouvir também.
Às vezes nos dedicamos muito a uma pessoa, aos planos e projetos desta pessoa, e acabamos vendo-a agradecer publicamente a um outro alguém. Não que este alguém não mereça. Pelo contrário, deve merecer – e muito – tal demonstração. Mas daí que se a gente também participou daquilo tudo, dói não ouvir um “obrigado”, que nem precisaria ser público.
Somos humanos, somos imperfeitos. Não nos doamos pedindo algo em troca. Mas a falta de gratidão, de reconhecimento, pode machucar. E, nesse caso específico, machuca.
Energia dos outros
março 7, 2011Eu acredito muito em energia. Acredito que as pessoas ao nosso redor podem nos fazer bem ou nos fazer mal. Acredito que algumas pessoas nos fazem brilhar, enquanto outras atraem energia negativa. Observo isso no dia a dia. No meu e no das pessoas que convivem comigo. Sinto quando estão ao lado de alguém que não faz bem a elas. Sinto quando estão rodeadas de energia pesada, sinto quando estão sendo sugadas.
Queria me sentir à vontade para falar mais, para chamar a atenção, para alertar, para, talvez, simplesmente conversar sobre isso. Mas nem sempre é possível. Energias erradas podem deteriorar nossa vida, nos destruir aos poucos. Destas, precisamos manter distância. É que às vezes estamos tão entretidos na relação que não conseguimos enxergar o tanto de mal que a companhia atrai.
Tem horas que apenas nos resta orar. Orar pelas pessoas ao nosso redor.
Todos mudamos
fevereiro 18, 2011As pessoas nos surpreendem. Elas mudam, sim, para abraçar a própria conveniência, até. Não que eu ache isso bom ou ruim. É que às vezes a gente convive com alguém por anos, divide confidências e é pego de surpresa com um posicionamento, uma frase, um comportamento inesperados. Eu gosto das mudanças. De alguma forma, elas me dão um novo gás, renovam minhas esperanças… mas algumas mudanças são “chocantes”, nos deixam sem reação, nos calam.
Daí a gente se pergunta se aquela é a mesma pessoa, se foi uma mudança que a transformou em uma nova pessoa ou se realmente a conhecemos um dia… Talvez a mudança tenha sido nossa, e a gente não tenha notado. Bom ou ruim, nossas experiências vão nos moldando ao longo do tempo. E as experiências das pessoas ao nosso redor fazem o mesmo com elas.
Não dá para julgar se aquela nova pessoa é melhor ou pior que a anterior. Questão subjetiva é essa. E quem somos nós para repondê-la em tão poucas linhas.
Que, apesar de diferentes, estejam felizes, é o que vai importar ao final.
Escrito por Alane Virgínia