Perder, desistir e abrir mão são condutas diferentes. O sentimento muda a depender do que aconteceu. A gente pode perder, ou pode desistir, ou pode abrir mão. E nos três casos é possível que a ação traga um efeito bom, ou um efeito ruim. São diferentes, mas não carregam em si sentimentos específicos, rotulados. Às vezes perder é ganhar. Às vezes perder é perder. Pode trazer uma alegria imensa, ou causar uma dor sem fim. A gente pode abrir mão de alguém que ama, e sofrer devido à circunstância que nos obrigou a tomar tal atitude. Ou abrir mão de alguém por quem já não nutre tão forte sentimento, e a sensação ser de alívio. Podemos ainda desistir, porque cansamos de lutar e a vitória não veio. Ou ainda desistir porque os objetivos simplesmente mudaram. Tudo depende do ponto de vista.
Entre as nossas escolhas
Agosto 10, 2009Nossas escolhas somos nós quem fazemos. Cansamos de tentar responsabilizar outras pessoas pelos nossos fracassos, porque é mais fácil assim. Mas fácil que admitir a grande fraude que foi sua escolha. Escolher traz uma série de consequências, nem todas tão agradáveis como gostaríamos. E é preciso aprender a lidar com isso.
Uma escolha pode ser a melhor naquele momento. Mas ao longo do tempo, você pode chegar à conclusão que não vale mais à pena mantê-la. ou, ao contrário, ela pode ser motivo de realização diária. A vida é um conjunto de escolhas. Fazemos isso o tempo inteiro. O que tomar no café, qual caminho seguir, onde almoçar, o que resolver primeiro…
Não é fácil julgar as escolhas. Elas tiveram seus momentos, suas circunstâncias. Tem também o nosso próprio momento, os sentimentos… Daí que a gente escolhe. Não adianta pensar demais ou de menos. Só o tempo vai nos mostrar se o caminho foi o melhor.
Algumas vezes, a escolha perdura por muito tempo. E quando você chega ao ponto de acreditar que foi uma das melhores opções que você fez na vida, suas certezas desabam.A vida não segue uma linha reta, esta ficou perdida nas aulas de desenho geométrico. É sinuoso o caminho.
Algumas escolhas serão as melhores sempre. Em outros momentos, nos arrependeremos profundamente da escolha que fizemos. Mas é preciso coragem para escolher. E, por mais desastrosas que tenham sido as escolhas, é sempre melhor pensar no quanto fomos corajosos por tomar a decisão.
Fora do script
Julho 15, 2009Você ensaia há dias. Já tem o discurso pronto na cabeça, tudo decorado. Inclusive, já tem certeza de que é isso mesmo que você quer. Chegou a essa conclusão nos últimos dias. Tudo decididíssimo. Daí, a situação acontece. Um encontro, um pedido, um telefonema, uma carta (aliás, e-mail!!!)… e você simplesmente desaba. O discurso decorado vai pro espaço, a certeza se esvai instantaneamente, suas cordas vocais jogam para fora palavras que não estavam no roteiro… Acontece, né? Com todo mundo.
Para quem persiste
Julho 5, 2009Eu admiro aquelas pessoas que persistem ao ponto de passar por cima de algumas dores. Admiro porque pode acabar sendo uma decisão muito mais difícil do que a de desistir. Não, eu não sou dessas pessoas, e desistir faz parte do meu vocábulo. E trato o fato de desistir com a mais profunda tranquilidade. A minha admiração por essas pessoas é que elas acabam provando que a insistência pode valer à pena no final, ainda que o resultado traga um rastro de lágrimas.
Não, eu não estou descontente com minha forma de agir, também não queria ser uma dessas pessoas. Cada um tem sua forma de encarar o mundo e de ultrapassar obstáculos. A decisão de desistir ou insistir cabe a cada um dentro das possibilidades que se abrem. Mas, sim, eu admiro estas pessoas, porque têm uma força, uma coragem… Já me disseram que o que estas pessoas têm é medo… Eu não acho.
Acredito que não há parâmetros para definir o conceito de força de vontade que sejam únicos a todos. Bem, é uma admiração. Como tantas outras. O importante mesmo é ser feliz. É decidir pensando nisso.
Dar uma chance
Junho 30, 2009Até que ponto vale à pena dar mais uma chance? Como avaliar se aquela situação ainda pode ser corrigida, superada… Até que ponto ainda é possível fazer diferente? Questiono-me muito sobre isso. Tento insistir, em algumas situações, por simples medo de desistir. Medo de estar tomando uma decisão errada, de me arrepender. Mas daí que, mesmo amedrontada, resolvo desistir e descubro que foi sábia a decisão. Em outros casos, a decisão é pela segunda, terceira, quarta chance. E também descubro que foi sábia a decisão. A questão é essa, não há como prever se a decisão foi mesmo a correta, se estamos no caminho certo. Há respostas que só o tempo nos dará.
RE: Otimismo
Abril 30, 2009“Sabe o que eu acho mais bacana na vida? Essa possibilidade de descobrirmos coisas, adaptar a forma como temos levado a vida… A gente segue sorrindo, chorando, batendo cabeça, acertando, errando… independente dos resultados, a gente sempre segue… porque, feliz ou infelizmente, os dias não param para que possamos avaliar o que estamos fazendo deles… eles passam a cada 24h, queiramos ou não… daí, tudo vira passado, que juntamos e denominamos de “bagagem”, “experiência de vida”… Mas pra mim, o que mais me angustia nessa história toda é o tal do conceito de “erro”… é tão relativo… depende tanto de quem enxerga, depende tanto da tal bagagem, para determinar se a escolha foi um erro ou acerto…
A gente vai errar sempre… mesmo quando a gente acertar, alguém pode avaliar aquele acerto como um erro… E se a gente considera o erro apenas no nosso ponto de vista, estaremos sendo egoístas…. ser altruísta, gente boa, estar em forma, ser legal, bacana, amigo é massa… mas nós somos imperfeitos… sempre alguma coisa vai desagradar, alguma coisa vai sair dos trilhos… a gente tem mesmo defeitos.. alguns mais ajustáveis, outros menos… e a sabedoria está em reconhecer estes defeitos e se esforçar na tentativa de minimizá-los… até porque nossos defeitos são tão diferentes a depender de quem os enumera, não é? Alguns podem achar o seu jeito fechado um defeito, outros podem pensá-lo como qualidade… eu, por exemplo, adoro seus pneuzinhos, enquanto alguém pode ver isso como “fora de forma”…
Somos imperfeitos e erraremos constantemente… e o que me deixa mais confortada em cada um dos meus erros, é que eu consigo enxergar o quanto errar é humano.. e o quanto aquele erro específico pode ter-me feito aprender… e o quanto eu me esforçarei para não cometer aquele mesmo erro numa próxima vez, embora tenha a certeza de que cometerei dezenas de outros tentando acertar…
No final das contas, me pergunto o que é mesmo a felicidade… Tem quem ache que felicidade é conseguir sorrir todos os dias, todas as horas, a cada segundo… eu acho que felicidade é outra coisa… é um conjunto, um equilíbrio… um dia escrevi no blog que cada dia que conseguia sorrir de manhã ao acordar eu tinha a certeza de que estava no caminho certo… a vida é um caminho e a gente vai fazendo escolhas sobre qual direção seguir…. otimista você sempre foi… talvez apenas não tivesse pensado nisso antes… você também sempre tentou ser melhor e talvez só tenha esquecido disso… se pode melhorar ainda? claro, todos nós podemos… mas, ao olhar pra esse seu caminho de doze anos pra cá, do qual eu pude participar um pouquinho, eu percebo que você sempre acreditou que podia acertar… e isso eu sempre admirei em você!”
Mais leve
Abril 17, 2009A gente pode escolher levar a vida de forma mais leve ou pode optar por potencializar o que não é bom. Eu decidi, há algum tempo, levar a vida mais leve. Não é que não haja problemas, nem preocupações… É que cada dia é um dia, e a gente nem sabe até onde vai chegar… Eu decidi, há cerca de dois anos, que serei feliz diariamente, em cada escolha e decisão, não importa o quanto tenham sido erradas… Decidi levar a vida mais leve e sorrir mais, decidi amar mais, brincar mais… Não sou, nem serei displicente comigo mesma, lutarei cada dia pelos meus sonhos, pelo que acredito e pelo que acho que vale a pena… apenas levo a vida mais leve…
Leve em conta
Fevereiro 15, 2009É natural que cada um tome suas decisões levando em consideração o melhor para si. Mas às vezes, esse caminho escolhido não é o mais honesto com o outro. Pena que a balança sempre penda para o nosso lado egoísta.
Difíceis escolhas
Dezembro 17, 2008Enfrentamos situações complexas ao longo da vida. E uma destas situações, das quais ninguém vai escapar, é quando chega o momento da escolha. Eu já falei aqui algumas vezes sobre escolhas, da inevitabilidade delas, do quão difíceis podem ser. O pior mesmo com relação a estas escolhas é quando nossa análise da situação nos mostra um cenário em que, não importa a opção, haverá perda em qualquer que seja a escolha.
Estamos tão entretidos na situação, aquilo nos abala emocionalmente de tal forma que simplesmente não conseguimos enxergar com clareza o ponto positivo. Eu já passei por isso, acho que todos em algum momento já passaram também. No meu caso específico, foram vários os momentos. Em alguns eu acertei, em outros eu errei feio. Na época, houve tristeza, dor… Hoje, no entanto, consigo compreender melhor tudo o que passou.
É assim. A situação é construída e precisamos decidir. Não há como escapar. Nem como acertar durante todo o tempo.
Escrito por alane virgínia
Escrito por alane virgínia
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