Aprendendo a julgar

Outubro 6, 2009

A constância, o cotidiano, o dia a dia nos ajudam a julgar as situações que vivemos. Repentinamente começo a repensar algo… É que valer à pena é um conceito bastante contextual. Na sua rotina atual pode, aquela questão específica, ser de fundamental importância. Amanhã, no entanto, por uma razão qualquer, você pode já não ver mais razão para manter-se entretido com aquilo… É a experiência, a maturidade… é qualquer coisa que faz a gente construir, ao longo da vida, parâmetros para julgar o que realmente nos faz bem.


Administradores da vida

Setembro 25, 2009

Administrar o tempo é uma tarefa difícil. As horas do dia são sempre insuficientes para o tanto de tarefas que algumas vezes acumulamos. Posso dizer que vivo esse momento, de uma carga excessiva de obrigações. Algumas pessoas me perguntam como eu consigo lidar com o tempo restrito. O que posso dizer é que nos acostumamos à rotina que criamos. E criamos a rotina que podemos suportar.

Se você entra em um ciclo que não consegue suportar, com certeza alguma coisa vai dar errado no caminho, e você vai precisar refazer sua rotina. Acredito que o fato de me envolver sempre em diversas atividades simultaneamente desde ainda muito nova tenha facilitado. Mas isso não é nenhuma glória. Cada um é um, já disse diversas vezes. E, em suas especificidades, todos somos administradores de nossas vidas.

O bom é conseguir administrar o que você acha que vale à pena. E se encher de atividades não necessariamente vale à pena. Então, antes de tentar encontrar a fórmula secreta para conseguir fazer (quase) tudo ao mesmo, descubra antes outra: a do que você acha que realmente é importante fazer, ainda que seja uma coisinha só, que lhe ocupe poucos minutos do dia. Cada um tem sua fórmula de ser feliz. Mas aprender a fazer escolhas permeia todas elas.


Não dá para ter tudo

Agosto 21, 2009

A gente não pode ter o mundo. Precisamos fazer escolhas. Mas não basta fazer a opção, é imprescindível que a gente aposte nela com toda vontade. No trajeto da vida, tomamos várias direções. Optamos pela carreira profissional, pelos amigos que manteremos perto, pelos cursos que faremos, e, também, pela pessoa com quem vamos construir uma história. A gente não pode ter tudo. E a gente precisa definir exatamente o que quer. E quando tiver isso claro na cabeça, apostar todas as fichas pra fazer acontecer.


Perder, desistir ou abrir mão?

Agosto 18, 2009

Perder, desistir e abrir mão são condutas diferentes. O sentimento muda a depender do que aconteceu. A gente pode perder, ou pode desistir, ou pode abrir mão. E nos três casos é possível que a ação traga um efeito bom, ou um efeito ruim. São diferentes, mas não carregam em si sentimentos específicos, rotulados. Às vezes perder é ganhar. Às vezes perder é perder. Pode trazer uma alegria imensa, ou causar uma dor sem fim. A gente pode abrir mão de alguém que ama, e sofrer devido à circunstância que nos obrigou a tomar tal atitude. Ou abrir mão de alguém por quem já não nutre tão forte sentimento, e a sensação ser de alívio. Podemos ainda desistir, porque cansamos de lutar e a vitória não veio. Ou ainda desistir porque os objetivos simplesmente mudaram. Tudo depende do ponto de vista.


Entre as nossas escolhas

Agosto 10, 2009

Nossas escolhas somos nós quem fazemos. Cansamos de tentar responsabilizar outras pessoas pelos nossos fracassos, porque é mais fácil assim. Mas fácil que admitir a grande fraude que foi sua escolha. Escolher traz uma série de consequências, nem todas tão agradáveis como gostaríamos. E é preciso aprender a lidar com isso.

Uma escolha pode ser a melhor naquele momento. Mas ao longo do tempo, você pode chegar à conclusão que não vale mais à pena mantê-la. ou, ao contrário, ela pode ser motivo de realização diária. A vida é um conjunto de escolhas. Fazemos isso o tempo inteiro. O que tomar no café, qual caminho seguir, onde almoçar, o que resolver primeiro…

Não é fácil julgar as escolhas. Elas tiveram seus momentos, suas circunstâncias. Tem também o nosso próprio momento, os sentimentos… Daí que a gente escolhe. Não adianta pensar demais ou de menos. Só o tempo vai nos mostrar se o caminho foi o melhor.

Algumas vezes, a escolha perdura por muito tempo. E quando você chega ao ponto de acreditar que foi uma das melhores opções que você fez na vida, suas certezas desabam.A vida não segue uma linha reta, esta ficou perdida nas aulas de desenho geométrico. É sinuoso o caminho.

Algumas escolhas serão as melhores sempre. Em outros momentos, nos arrependeremos profundamente da escolha que fizemos. Mas é preciso coragem para escolher. E, por mais desastrosas que tenham sido as escolhas, é sempre melhor pensar no quanto fomos corajosos por tomar a decisão.


Para quem persiste

Julho 5, 2009

Eu admiro aquelas pessoas que persistem ao ponto de passar por cima de algumas dores. Admiro porque pode acabar sendo uma decisão muito mais difícil do que a de desistir. Não, eu não sou dessas pessoas, e desistir faz parte do meu vocábulo. E trato o fato de desistir com a mais profunda tranquilidade. A minha admiração por essas pessoas é que elas acabam provando que a insistência pode valer à pena no final, ainda que o resultado traga um rastro de lágrimas.

Não, eu não estou descontente com minha forma de agir, também não queria ser uma dessas pessoas. Cada um tem sua forma de encarar o mundo e de ultrapassar obstáculos. A decisão de desistir ou insistir cabe a cada um dentro das possibilidades que se abrem. Mas, sim, eu admiro estas pessoas, porque têm uma força, uma coragem… Já me disseram que o que estas pessoas têm é medo… Eu não acho.  

Acredito que não há parâmetros para definir o conceito de força de vontade que sejam únicos a todos. Bem, é uma admiração. Como tantas outras. O importante mesmo é ser feliz. É decidir pensando nisso.


Mais sobre escolhas, oportunidade e evolução

Maio 26, 2009

Eu acredito que cada um tem o direito de escolher a forma de conduzir a própria vida. Ainda que esta forma não seja a melhor, ou a mais correta em nosso ponto de vista. Eu acho que o grande saque da evolução humana é esse. Eu quero liberdade, quero ter um emprego, quero poder realizar meus sonhos, quero poder falar o que penso… Mas quero que todos tenham a mesma opção de escolha. Acho que o importante, dentro desse contexto, é ser feliz do jeito que cada um quer ser feliz. Se há quem prefira a submissão, se isso lhe traz felicidade, que assim seja. O que eu não aceito é ser obrigada a ser submissa também. Cada um faz suas escolhas. O que eu defendo é isso, que cada um tenha a oportunidade de fazer as suas escolhas, ainda que esta escolha aos nossos olhoss não seja a melhor. O que importa, no final das contas, é estar realizado e ser feliz.


Melhor… pra quem?

Setembro 20, 2008

A gente pode ser egoísta e pensar em si diante das situações da vida. Ou então a gente pode não ser egoísta e sofrer as conseqüências de ter feito uma opção que é melhor pra outro alguém.


Do ato de escolher

Setembro 16, 2008

Escolher é inevitável, ainda que nenhuma das opções nos agrade.