As vezes temos tanto a falar que as palavras se perdem. A ânsia de não deixar de dizer, de dizer bem dito, provoca uma sopa de palavras em nosso pensamento. Tem horas em que, quando há muito a dizer, melhor é organizar antes as ideias, para não deixar de falar e para não falar o desnecessário.
Das palavras e dos gestos
setembro 1, 2011As palavras, se bem escolhidas, são lindas. Elas comovem, emocionam, criam expectativas, alimentam sonhos… As palavras são capazes de construir ou de destruir, elas podem iludir, podem decepcionar. Por isso, mais importante que as palavras são os gestos. Estes, sim, importam. Estes, sim, nos mostram as reais intenções… O que dizer de um olhar parceiro? De um olhar apaixonado? As palavras são indispensáveis, claro. É muito bom ouvir um “eu te amo”, por exemplo, se for honesto e de coração. Mas é muito melhor se sentir amado no dia a dia, nos pequenos gestos, nas pequenas atitudes. Quem já se sentiu amado na vida sabe do que eu estou falando… É isso. Se não sente, não fale! Se sente, demonstre. A vida a dois pode ser maravilhosa, se houver amor, só depende da gente.
Cada um é seu próprio um
abril 26, 2011Não dá para exigir que as pessoas sejam como queremos, que elas reajam às nossas necessidades da forma que esperamos, que achamos correta. Cada um é um. Ser individual, particular, que tem convicções próprias, crenças, posicionamentos. Acho que uma afirmação dessa deve ser meio pacífica em termos de concordância. Poucas pessoas devem pensar diferente disso, acredito. O que eu acho importante nisso tudo é tentar não machucar os outros ainda que mantenhamos nosso posicionamento.
Explico. Claro que não vamos agir como os outros querem, mas podemos minimizar nossas reações para não magoar o outro, podemos pensar um pouco antes de disparar a metralhadora de palavras. A meu ver, o cuidado com as brincadeiras, com as palavras, com as piadinhas, é fundamental. Eu, por exemplo, não crio muitas expectativas quanto às reações e comportamentos alheios, mas me decepciono às vezes com a falta de delicadeza na escolha do que vai ser dito.
Cada um é um. Eu concordo. Mas cada um pode também ser mais sensível ao outro dentro de suas próprios individualidades. É isso.
Desmistificando a admiração
março 20, 2011Fico triste quando descubro coisas ruins de uma pessoa que admiro. Não que eu busque a perfeição em ninguém, mas a gente constrói a imagem das pessoas com quem convivemos com base no que elas nos mostram. E eu costumo acreditar na face que as pessoas me mostram.
Mas acontece, não raras vezes, de algumas posturas, comportamentos ou ditos daquela pessoa cair em nossos ouvidos. Nem sempre é de maldade, às vezes a situação, o contexto faz com que surjam certos comentários. Me bate uma sensação ruim, uma tristeza esquisita.
Aconteceu estes dias. Desmistificaram a imagem que tinha de uma pessoa que admiro bastante. Continuarei a admirá-la pelo que se mostra a mim. Mas agora há uma ressalva, um pé atrás. Fico triste quando alguém tenta fingir a si mesmo. Deve ser tão doloroso ter de fingir ser um outro alguém.
O que pensar de quem se presta a um papel desses?
Não às críticas mudas
fevereiro 17, 2011Tenho tomado uma certa aversão às críticas mudas, àquelas que se esvaziam nas palavras. Falar demais, reclamar demais… e o que você anda fazendo para mudar essa realidade? Cair na real pode demorar um pouco. Mas quando o dia chega, é hora de deixar de lado as críticas vazias e tomar uma atitude. As pessoas costumam se perder entre as próprias palavras, quando deveriam se encontrar por meio delas. Relevem a confusão na divagação. Desabafar, com sono, 1h40, dá nisso.
Palavras, apenas
agosto 20, 2010As palavras perdem completamente o significado quando ficam presas na seara dos vernáculos. A construção do seu sentido só acontece quando ela passa a frequentar o campo das atitudes. Não adianta falar, apenas. Não adianta vomitar palavras se você não as coloca em prática, não se esmera parafazer delas uma verdade. Tenho ouvido bastante ultimamente. Ouvido e lido muito. Me entristece perceber que as pessoas acreditam que suas palavras se tranformarão em verdades apenas ao disseminá-las pelo mundo.
Silenciosa
julho 10, 2010Há momentos em que não tenho palavras para dividir. Estou vivendo um desses momentos, em que melhor é falar pouco e seguir o caminho no silêncio das palavras.
No meio de uma conversa
junho 18, 2010Eu não gosto das frases de efeito. Não gosto quando elas são atiradas no meio de uma discussão para provocar uma determinada reação no outro. Eu até já fui briguenta, estressada. Mas hoje as coisas mudaram. Desisto da briga logo que ela parece começar. Insisto na conversa, pra que tudo seja logo resolvido. E deixo os problemas já solucionados para trás, porque é lá que eles merecem ficar. Fato é que eu me zango muito quando a conversa acaba no meio do caminho, porque o outro protagonista decidiu que jogar uma frase de efeito e largar lá é melhor do que tentar compreender o que levou àquela conversa.
Às vezes a gente atinge alguém, usa palavras inapropriadas. No meio da conversa, você pensa em falar uma coisa, acaba dizendo outra. Alguém pode te dizer alguma coisa, e você reagir com palavras que não seriam as melhores. Mas se vocês não estão brigando, se aquilo não é uma discussão, não há porque entender que foi uma ofensa pessoal, e carregar aquilo nas costas. Quando a gente está em uma conversa e ouve alguma coisa que não pareceu legal, é tão melhor reagir de outra forma, tentar entender. Quando acontece comigo eu simplesmente rebato com um “por que você está dizendo isso?” ou “por que você pensa assim?”.
Se a gente reage de uma maneira tranquila, ainda que as palavras não tenham sido agradáveis de ouvir, a gente tem a chance de esclarecer logo a questão, entender o porquê de aquela pessoa ter dito tais palavras. E a gente dá a chance ao outro de se explicar. Eu fico triste com mal-entendidos. Fico triste quando falo além do que queria e não tenho a chance de esclarecer. Mas acho que eu tenho uma coisa boa, que aprendi a fazer: pedir desculpas. Eu acho que a gente deve pedir desculpas ao outro ainda que não tenha tido a intenção de exagerar nas palavras. Acho que as desculpas devem vir sempre que o outro se sente ofendido por nossas palavras, não importa a nossa intenção.
E acho também que todo pedido de desculpa merece ser respondido.
Viram palavras
outubro 21, 2009Eu já escrevi letras de músicas, já fiz longas cartas de amor… Escrevi poemas, poesias, contos, histórias. Arrisquei uns versinhos, umas tiradas… Muita coisa foi parar no isolamento das folhas de papel. Impressas e cuidadosamente arquivadas em uma pasta antiga, já corroída pelo tempo. Outras foram colocadas aqui no blog. Tantas mais, entregues aos seus destinatários… Algumas, no entanto, não conseguem sair do lugarzinho especial no coração…
Gestos ou palavras?
outubro 2, 2009No que você prefere acreditar? Nos gestos ou nas palvaras quando eles se contradizem? Uns dirão nos gestos. Eles são involuntários, muitas vezes nem sequer pensamos tão rapidamente quanto agimos, e essa ação espontânea sempre quer dizer alguma coisa. Mas nem sempre os gestos condizem com o nosso querer racional. E é possível que, embora as demonstrações sejam convidativas, o racional pode barrar o convite no meio do caminho.
Outros dirão que levam em conta as palavras. As palavras são pensadas, mas tantas vezes nos pegamos falando o que não queríamos, justamente porque o agir por impulso nos faz dizer coisas demais. Falamos mais do que gostaríamos, falamos o que não sentimos só para descontar ou provocar. As palavras também nos traem. É tão variável, há quando nos dedicamos a pensar calmamente no que vamos dizer, há quando apenas dizemos qualquer coisa, sem mesmo analisar o conjunto de palavras desordenadas que cuspimos fora.
Eu diria que não dá para acreditar em gestos ou palavras. CReio que a situação vai nos mostrar o melhor caminho, a melhor forma de lidar com cada situação. Embora em diversos momentos podemos estar desnorteados o bastante para nem conseguir organizar o que fazer. Somos humanos. Vamos fazer muita besteira no meio do caminho, com palavras e com gestos. Também vão nos magoar muito, com palavras e com gestos. Não há como escapar disso.
O que fazer, então? Viver. Vamos amadurecer em alguns aspectos. Em outros não passaremos de pretensos aprendizes. Ainda que nos esforcemos, isso é mesmo um paradoxo. Não há razão que disseque um coração. Não há emoção que sintetize a razão. E no meio disso tudo, palavras e gestos nascem da razão e da emoção. Portanto, vamos vivendo, arriscando, ganhando, perdendo… É o que vai valer à pena, afinal.
Convença-se primeiro
agosto 21, 2009Não resolve tentar convencer as pessoas de alguma coisa, se dentro de você esta mesma coisa não está bem resolvida. Senão, fica tudo da boca pra fora, viram apenas palavras perdidas, que vão contradizer a atitude. Por isso minha repulsa pelas promessas. Quer fazer, faça. Não precisa anunciar, nem prometer. Faça. Por três vezes distintas nos últimos tempos me envolvi com promessas vazias. Estou na quarta tentativa, desta vez, sem promessas.
O significado que cada um dá
agosto 11, 2009As nossas falas nos ouvidos alheios podem significar qualquer coisa. Talvez interpretemos as situações da forma que nos é mais favorável. Talvez as pessoas falem demais, sem pensar direito na reação das próprias palavras no ouvido alheio, e isso gera também um ruído.
Eu lido com as palavras diariamente. Escolhi uma profissão que exige de mim um cuidado ainda maior ao escolher qual delas usar. O que eu escrevo pode ser lido por milhares de pessoas. A maioria esmagadora, desconhecidos que sequer já viram meu rosto. Mas será que todas compreendem o que eu quero dizer?
Certamente não. E a gente precisa aprender a conviver com isso, porque não há solução. No máximo, você pode tentar consertar, explicar que não foi bem assim, tentar dizer de outras formas. Só que nem sempre temos essa chance, a oportunidade de esclarecer. E muitas vezes, a gente nem quer ter de explicar mesmo.
Mesmo escolhendo com cuidado as palavras, elas podem ser interpretadas de forma completamente equivocada. São os mal-entendidos. E eles estão por toda parte. Que bom quando a gente tem a chance de elucidar. É bom aproveitar essa chance quando ela aparece.
Escrito por Alane Virgínia