Eu já escrevi letras de músicas, já fiz longas cartas de amor… Escrevi poemas, poesias, contos, histórias. Arrisquei uns versinhos, umas tiradas… Muita coisa foi parar no isolamento das folhas de papel. Impressas e cuidadosamente arquivadas em uma pasta antiga, já corroída pelo tempo. Outras foram colocadas aqui no blog. Tantas mais, entregues aos seus destinatários… Algumas, no entanto, não conseguem sair do lugarzinho especial no coração…
Gestos ou palavras?
Outubro 2, 2009No que você prefere acreditar? Nos gestos ou nas palvaras quando eles se contradizem? Uns dirão nos gestos. Eles são involuntários, muitas vezes nem sequer pensamos tão rapidamente quanto agimos, e essa ação espontânea sempre quer dizer alguma coisa. Mas nem sempre os gestos condizem com o nosso querer racional. E é possível que, embora as demonstrações sejam convidativas, o racional pode barrar o convite no meio do caminho.
Outros dirão que levam em conta as palavras. As palavras são pensadas, mas tantas vezes nos pegamos falando o que não queríamos, justamente porque o agir por impulso nos faz dizer coisas demais. Falamos mais do que gostaríamos, falamos o que não sentimos só para descontar ou provocar. As palavras também nos traem. É tão variável, há quando nos dedicamos a pensar calmamente no que vamos dizer, há quando apenas dizemos qualquer coisa, sem mesmo analisar o conjunto de palavras desordenadas que cuspimos fora.
Eu diria que não dá para acreditar em gestos ou palavras. CReio que a situação vai nos mostrar o melhor caminho, a melhor forma de lidar com cada situação. Embora em diversos momentos podemos estar desnorteados o bastante para nem conseguir organizar o que fazer. Somos humanos. Vamos fazer muita besteira no meio do caminho, com palavras e com gestos. Também vão nos magoar muito, com palavras e com gestos. Não há como escapar disso.
O que fazer, então? Viver. Vamos amadurecer em alguns aspectos. Em outros não passaremos de pretensos aprendizes. Ainda que nos esforcemos, isso é mesmo um paradoxo. Não há razão que disseque um coração. Não há emoção que sintetize a razão. E no meio disso tudo, palavras e gestos nascem da razão e da emoção. Portanto, vamos vivendo, arriscando, ganhando, perdendo… É o que vai valer à pena, afinal.
Convença-se primeiro
Agosto 21, 2009Não resolve tentar convencer as pessoas de alguma coisa, se dentro de você esta mesma coisa não está bem resolvida. Senão, fica tudo da boca pra fora, viram apenas palavras perdidas, que vão contradizer a atitude. Por isso minha repulsa pelas promessas. Quer fazer, faça. Não precisa anunciar, nem prometer. Faça. Por três vezes distintas nos últimos tempos me envolvi com promessas vazias. Estou na quarta tentativa, desta vez, sem promessas.
O significado que cada um dá
Agosto 11, 2009As nossas falas nos ouvidos alheios podem significar qualquer coisa. Talvez interpretemos as situações da forma que nos é mais favorável. Talvez as pessoas falem demais, sem pensar direito na reação das próprias palavras no ouvido alheio, e isso gera também um ruído.
Eu lido com as palavras diariamente. Escolhi uma profissão que exige de mim um cuidado ainda maior ao escolher qual delas usar. O que eu escrevo pode ser lido por milhares de pessoas. A maioria esmagadora, desconhecidos que sequer já viram meu rosto. Mas será que todas compreendem o que eu quero dizer?
Certamente não. E a gente precisa aprender a conviver com isso, porque não há solução. No máximo, você pode tentar consertar, explicar que não foi bem assim, tentar dizer de outras formas. Só que nem sempre temos essa chance, a oportunidade de esclarecer. E muitas vezes, a gente nem quer ter de explicar mesmo.
Mesmo escolhendo com cuidado as palavras, elas podem ser interpretadas de forma completamente equivocada. São os mal-entendidos. E eles estão por toda parte. Que bom quando a gente tem a chance de elucidar. É bom aproveitar essa chance quando ela aparece.
Eu estou com ginge
Agosto 7, 2009Até pouco tempo, eu não tinha a menor ideia do que significava a palavra ginge. Um dia, ouvi uma amiga falar que era para uma outra amiga parar de arranhar as unhas na cadeira, porque ela ficava com ginge. Na mesma hora eu perguntei que diabos era “ginge”, e ela me explicou que era aquela sensação esquisita de arrepio que a gente sente, por exemplo, quando alguém arranha o garfo no prato.
Adorei a palavra ginge e fiz sua inclusão automática no meu vocabulário, com uma significação bem simples. O meu ginge é agonia. Uma agonia esquisita, aversão a alguma coisa. Daí que hoje percebi que estava com ginge. E, por um momento me veio aquela vontade de ir ao dicionário ver se existia a palavra por lá (mania de jornalista). Pois é, minha gente, ginge está no dicionário e significa “arrepio de emoção”.
Fiquei frustrada. Não tem nada a ver com o meu ginge. Eu ando tão apegada ao ginge que decidi refutar o seu significado no aurélio. Nós andamos tão íntimos, eu e o ginge, que não consigo imaginar que um arrepio de emoção me provoque ginge. Arrepio de emoção é arrepio de emoção. Meu ginge é meu ginge, e ponto final!!!! E eu estou de ginge hoje
Ouvir… e rir
Maio 12, 2009Hoje percebi que valorizo demais as palavras das pessoas, que levo a sério o que elas dizem, que filosofo e divago sobre elas, que quero discutir, encontrar respostas para os seus porquês… hoje descobri que talvez seja apenas o caso de fazer uma piada, rir da situação e deixar passar.
Palavras no banco dos réus
Fevereiro 26, 2009Nem sempre sentimos o que escrevemos, nem sempre escrevemos o que sentimos, mas seremos sempre julgados por nossas palavras. Feliz ou infelizmente.
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Esse trecho faz parte de um post que publiquei no Todos os Sentidos, o blog do meu querido Neo. Ontem fui convidada por ele a escrever no blog também e estou bastante feliz com a idéia. Esse trecho aí de cima é um pedaço do texto que coloquei lá. E para ler o texto inteiro, é só clicar aqui.
Da palavra ao gesto
Novembro 22, 2008As palavras me comovem, sim. Eu acredito nelas. Acredito mesmo. Mas nada se compara a um gesto, a uma ação. Palavras, apenas, acabam se esvaziando com o tempo. Mas os gestos, estes entram para a eternidade.
Certezas
Novembro 8, 2008Tanto já escrevi tentando encontrar a palavra certa, a frase certa. Mas de certa mesmo só a certeza de que na vida tudo tem um fim.
Mudas palavras
Setembro 17, 2008O teu abraço fala. É como se palavras jorrassem no toque de nossos corpos. Palavras que não podemos pronunciar. Palavras que morrerão sem ser ditas.
Escrito por alane virgínia
Escrito por alane virgínia
Escrito por alane virgínia