Ceder ou não ceder, eis a questão. Tem horas que é isso que acontece. Vocêse vê diante de uma situação em que razão e emoção duelam arduamente. O que seguir? Que voz ouvir? Já passei por isso, não algumas, mas várias vezes. Inclusive recentemente. Já ouvi a razão e já ouvi o coração. Cada escolha teve a sua consequência, e, no final das contas, é o que vai importar. Talvez, antes de decidir por um caminho, seja melhor optar pelas consequências que você está disposto a assumir. Isso se elas forem previsíveis. E se não forem, é estar ciente de que terá de suportar as consequências. Quiçá seja uma forma de minimizar nosso radicalismo de tender sempre para um lado e permitir que razão e coração tenham, cada um em seu momento, sua vez de brilhar.
Razão refletindo na emoção
abril 6, 2011É difícil dissociar a razão da emoção. Ainda quando tentamos ser objetivos e calculistas nas decisões do dia a dia, o corpo pode reagir de uma maneira diferente a uma situação que reflete muito em nossa emoção. O emocional da gente mexe com todo o nosso organismo, com nossas forças. E os resultados acabam surgindo com uma alergia esquisita, uma gastrite sem causa prática… Na rotina, até podemos tentar ser mais racionais, diremos que analisamos com frieza. Mas nosso corpo não consegue esconder o quanto aquilo nos atingiu.
Papos desnecessários
junho 25, 2010Tudo tem sua razão de ser, mas cá para nós, nem sempre vale a pena dedicar seu precioso tempo tentando compreender certas atitudes dos outros. Cada um tem suas razões. E as justificativas, elas nos dão conforto no sentido de desenhar um motivo para aquela atitude e de nos garantir a sensação de alívio por “conhecê-lo”. Mas, gente, só quem agiu é que sabe o que o motivou. Às vezes fico observando certas conversas em que todos lançam opiniões e metralham explicações para a atitude de outrem. E no final da conversa, resultado: se a pessoa, ela mesma, não se abrir, todo mundo sai da conversa do mesmo jeito que entrou, cheio de achismos e nenhuma certeza. Por isso, nem sempre esses papos são realmente enriquecedores. De vez em quando, basta chegar junto, perguntar o porquê e dar a chance ao alguém de responder ou, se preferir, manter-se silencioso. Afinal, é direito de cada um calar-se quando achar conveniente.
Por onde andam?
novembro 16, 2009Tenho procurado razões para algumas de minhas decisões. Não as encontro.
Gestos ou palavras?
outubro 2, 2009No que você prefere acreditar? Nos gestos ou nas palvaras quando eles se contradizem? Uns dirão nos gestos. Eles são involuntários, muitas vezes nem sequer pensamos tão rapidamente quanto agimos, e essa ação espontânea sempre quer dizer alguma coisa. Mas nem sempre os gestos condizem com o nosso querer racional. E é possível que, embora as demonstrações sejam convidativas, o racional pode barrar o convite no meio do caminho.
Outros dirão que levam em conta as palavras. As palavras são pensadas, mas tantas vezes nos pegamos falando o que não queríamos, justamente porque o agir por impulso nos faz dizer coisas demais. Falamos mais do que gostaríamos, falamos o que não sentimos só para descontar ou provocar. As palavras também nos traem. É tão variável, há quando nos dedicamos a pensar calmamente no que vamos dizer, há quando apenas dizemos qualquer coisa, sem mesmo analisar o conjunto de palavras desordenadas que cuspimos fora.
Eu diria que não dá para acreditar em gestos ou palavras. CReio que a situação vai nos mostrar o melhor caminho, a melhor forma de lidar com cada situação. Embora em diversos momentos podemos estar desnorteados o bastante para nem conseguir organizar o que fazer. Somos humanos. Vamos fazer muita besteira no meio do caminho, com palavras e com gestos. Também vão nos magoar muito, com palavras e com gestos. Não há como escapar disso.
O que fazer, então? Viver. Vamos amadurecer em alguns aspectos. Em outros não passaremos de pretensos aprendizes. Ainda que nos esforcemos, isso é mesmo um paradoxo. Não há razão que disseque um coração. Não há emoção que sintetize a razão. E no meio disso tudo, palavras e gestos nascem da razão e da emoção. Portanto, vamos vivendo, arriscando, ganhando, perdendo… É o que vai valer à pena, afinal.
O que te faz se afastar de alguém?
agosto 26, 2009O que faz com que nos afastemos de alguém… Uma pergunta difícil. Quer dizer, depende. A resposta pode ser das mais fáceis: uma conduta, uma palavra, uma atitude, uma ação. Pode também ser difícil entender, talvez um conjunto de coisas que vão acontecendo ao longo do tempo, e, de repente, estoura. A gente se afasta de algumas pessoas, ainda que haja um sentimento bacana. A gente se reaproxima de outras pessoas, por razões que nem sempre conseguimos compreender. A gente se afasta porque quer. Ou nem percebe que está se distanciando. A gente se reaproxima porque quer, ou também nem percebe que está acontecendo. Um dia, alguém me disse: “A gente sempre sabe a razão”. E eu concordo, a gente sempre sabe a razão.
Fora do script
julho 15, 2009Você ensaia há dias. Já tem o discurso pronto na cabeça, tudo decorado. Inclusive, já tem certeza de que é isso mesmo que você quer. Chegou a essa conclusão nos últimos dias. Tudo decididíssimo. Daí, a situação acontece. Um encontro, um pedido, um telefonema, uma carta (aliás, e-mail!!!)… e você simplesmente desaba. O discurso decorado vai pro espaço, a certeza se esvai instantaneamente, suas cordas vocais jogam para fora palavras que não estavam no roteiro… Acontece, né? Com todo mundo.
Haja coração
maio 13, 2009Queria ser imparcial
Mas sou passional
Tento manter a razão
E quando aflora a emoção
Haja coração!!!
Conflito
setembro 28, 2008Todo dia à noite renovo uma promessa.
Todo santo dia.
Mas não a cumpro.
É a razão brigando com a emoção.
Diariamente.
Escrito por Alane Virgínia