Machucando

maio 10, 2012

As pessoas machucam umas as outras facilmente. Muitas vezes, tudo é causado por uma falta de sensibilidade grande nos gestos e atitudes, por um descuido, coisas que poderiam ser evitadas facilmente. Acho que a grande questão é sempre se preocupar com os sentimentos do outro, fazer disso um exercício diário. E se houver dúvida, perguntar. Machucar por machucar é tão triste, tão pequeno…


O fim

abril 18, 2012

Uma relação não termina quando um comunica ao outro que não dá mais. Acaba quando os sentimentos já não são os mesmos, quando diminui a vontade de ver, ouvir, ligar, estar junto, dividir… O comunicado vem depois, depois de algum tempo de reflexão, porque a gente sempre quer ter as certezas que muitas vezes nem existem.


Da complexa arte de relacionar-se

março 23, 2012

Relacionar-se é difícil. Aliás, complexo. São tantas variáveis, que administrar todas as diferenças requer um jogo de cintura muito grande. São duas pessoas diferentes, com pontos de vista diferentes, que tiveram diferentes experiências ao longo da vida. como poderia ser fácil? Mas acho que no meio disso tudo, algo é fundamental: querer estar junto. Esse talvez seja o primeiro passa para a coisa dar os primeiros passos. A partir daí, as diferenças vão se moldando aos poucos. E, se realmente valer a pena, o resto será apenas detalhe.


Autoconhecimento

março 17, 2012

Tudo passa pelo autoconhecimento. É preciso se conhecer, para depois tentar entender nossas relações com o mundo e com as pessoas. E aí vem o aprendizado, porque só a partir desta autodescoberta seremos capazes de buscar o melhor caminho, de mudar e transformar o que for preciso. Se eu me entendo, já é um passo.


Envolvida na situação alheia

junho 4, 2011

As pessoas nos colocam em situações constrangedoras, às vezes. Sem saber como aconteceu, nos vemos em uma circunstância, a qual precisamos administrar. Não é fácil. Aconteceu comigo. Terei de lidar com uma história passada que já há algum tempo estava bem resolvida. Repentinamente, alguém criou um novo capítulo e me envolveu nele, sem nem perceber o que estava fazendo.  Fiquei uns dias meio retraída, sem saber como lidar com a situação. Até resolver o que fazer: sorrir!


A crueldade da traição

maio 20, 2011

A traição é muito cruel. É tão contraditório provocar um sofrimento de tamanha magnitude na pessoa que se diz amar, para quem se faz juras de amor eterno e com quem se planeja um futuro a dois. Um dia me disseram que “o que os olhos não veem, o coração não sente”. A grosso modo, talvez seja verdade. Ninguém sofre pela ignorância. Mas será que compensa correr o risco de um dia os olhos verem? A traição mostra um pouco do egoísmo do ser humano. Quem trai, pensa única e exclusivamente em si, sem fazer questão de levar em conta os sentimentos do parceiro. É triste perceber o quão egoísta as pessoas são.

E outra, se a pessoa traiu alguém para ficar com você, como confiar que a mesma pessoa não trairá você para ficar com outro alguém?


O mal da insegurança

maio 6, 2011

Insegurança é um dos sentimentos mais incômodos. Estraga terrivelmente uma relação. Ou você confia, ou desista. Felicidade e insegurança não se batem. É briga para durar eternidade. Já tive muito pé atrás em relacionamentos, mas sempre confiei em mim. A insegurança vai destruindo o relacionamento em doses homeopáticas. E não venham me dizer que depois de uma crise braba de falta de confiança, a relação continua igualzinha. Não, meus caros. A crise destrói um pouquinho. E cada crise vai destruindo mais um pouquinho, até que um dia já era, e você nem vai perceber. Tenho vários defeitos, inúmeros. Mas desse mal eu não sofro. E tenho pena [aqui em um sentido humano e não pejorativo] de quem sofre!


Cada um é seu próprio um

abril 26, 2011

Não dá para exigir que as pessoas sejam como queremos, que elas reajam às nossas necessidades da forma que esperamos, que achamos correta. Cada um é um. Ser individual, particular, que tem convicções próprias, crenças, posicionamentos. Acho que uma afirmação dessa deve ser meio pacífica em termos de concordância. Poucas pessoas devem pensar diferente disso, acredito. O que eu acho importante nisso tudo é tentar não machucar os outros ainda que mantenhamos nosso posicionamento.

Explico. Claro que não vamos agir como os outros querem, mas podemos minimizar nossas reações para não magoar o outro, podemos pensar um pouco antes de disparar a metralhadora de palavras. A meu ver, o cuidado com as brincadeiras, com as palavras, com as piadinhas, é fundamental. Eu, por exemplo, não crio muitas expectativas quanto às reações e comportamentos alheios, mas me decepciono às vezes com a falta de delicadeza na escolha do que vai ser dito.

Cada um é um. Eu concordo. Mas cada um pode também ser mais sensível ao outro dentro de suas próprios individualidades. É isso.


Desmistificando a admiração

março 20, 2011

Fico triste quando descubro coisas ruins de uma pessoa que admiro. Não que eu busque a perfeição em ninguém, mas a gente constrói a imagem das pessoas com quem convivemos com base no que elas nos mostram. E eu costumo acreditar na face que as pessoas me mostram.

Mas acontece, não raras vezes, de algumas posturas, comportamentos ou ditos daquela pessoa cair em nossos ouvidos. Nem sempre é de maldade, às vezes a situação, o contexto faz com que surjam certos comentários. Me bate uma sensação ruim, uma tristeza esquisita.

Aconteceu estes dias. Desmistificaram a imagem que tinha de uma pessoa que admiro bastante. Continuarei a admirá-la pelo que se mostra a mim. Mas agora há uma ressalva, um pé atrás. Fico triste quando alguém tenta fingir a si mesmo. Deve ser tão doloroso ter de fingir ser um outro alguém.

O que pensar de quem se presta a um papel desses?


Energia dos outros

março 7, 2011

Eu acredito muito em energia. Acredito que as pessoas ao nosso redor podem nos fazer bem ou nos fazer mal. Acredito que algumas pessoas nos fazem brilhar, enquanto outras atraem energia negativa. Observo isso no dia a dia. No meu e no das pessoas que convivem comigo. Sinto quando estão ao lado de alguém que não faz bem a elas. Sinto quando estão rodeadas de energia pesada, sinto quando estão sendo sugadas.

Queria me sentir à vontade para falar mais, para chamar a atenção, para alertar, para, talvez, simplesmente conversar sobre isso. Mas nem sempre é possível. Energias erradas podem deteriorar nossa vida, nos destruir aos poucos. Destas, precisamos manter distância. É que às vezes estamos tão entretidos na relação que não conseguimos enxergar o tanto de mal que a companhia atrai.

Tem horas que apenas nos resta orar. Orar pelas pessoas ao nosso redor.


Tentando me importar menos

fevereiro 24, 2011

Às vezes pessoas que amamos tomam certas atitudes que não conseguimos compreender, que nos magoam. E talvez seja melhor não entender mesmo. Cada um tem seus motivos, tem suas razões. A gente sempre acha justificativa para o que quer, para o que faz. Eu já sofri muito tentando achar respostas para tudo o que acontecia ao meu redor. O tempo, sábio, me ensinou que quando as respostas dependem de outras pessoas, nem sempre vamos conseguir arrancá-las. Eu tenho aprendido muito com a vida nos últimos dias. Lições valiosas, mas difíceis.

No post anterior eu tinha falado da importância do diálogo. E eu acho mesmo fundamental dizer o que está sentindo, o que está pensando. A gente pode evitar tanta coisa. Eu sei que tem gente que tem dificuldade de falar. Escreve uma carta, manda um e-mail, sei lá, se expressa. Mas é isso, cada um tem suas razões, né? Lembro que uma vez eu fui terminar um namoro e passei minutos e minutos falando sozinha. Ele praticamente não disse nada. Umas poucas frases e só. Saí de lá me sentindo péssima, sem entender o que tinha acontecido, sem saber o que ele estava pensando… Acho que é hora de me esforçar para me importar menos com os outros.


Todos mudamos

fevereiro 18, 2011

As pessoas nos surpreendem. Elas mudam, sim, para abraçar a própria conveniência, até. Não que eu ache isso bom ou ruim. É que às vezes a gente convive com alguém por anos, divide confidências e é pego de surpresa com um posicionamento, uma frase, um comportamento inesperados. Eu gosto das mudanças. De alguma forma, elas me dão um novo gás, renovam minhas esperanças… mas algumas mudanças são “chocantes”, nos deixam sem reação, nos calam.

Daí a gente se pergunta se aquela é a mesma pessoa, se foi uma mudança que a transformou em uma nova pessoa ou se realmente a conhecemos um dia… Talvez a mudança tenha sido nossa, e a gente não tenha notado. Bom ou ruim, nossas experiências vão nos moldando ao longo do tempo. E as experiências das pessoas ao nosso redor fazem o mesmo com elas.

Não dá para julgar se aquela nova pessoa é melhor ou pior que a anterior. Questão subjetiva é essa. E quem somos nós para repondê-la em tão poucas linhas.

Que, apesar de diferentes, estejam felizes, é o que vai importar ao final.


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