Gentileza e educação

Setembro 28, 2009

Tratar as pessoas com gentileza e educação muda a rota de uma conversa, agiliza uma tarefa difícil, deixa o mundo mais alegre… Não é que você vá puxar o saco de ninguém, nem fingir um comportamento que não defende. É apenas ser gentil e educado. Mesmo nos momentos de estresse, em que sua paciência está prestes a se jogar em queda livre, ainda assim é possível respirar e manter o controle da situação.

Eu entendo que em alguns momentos as coisas só se resolvem no grito, mas é preciso gritar para a pessoa certa, então. Eu já alteei a voz em diversos momentos tentando resolver alguma coisa, principalmente quando a razão estava do meu lado, e o outro lado da linha, por exemplo, não estava muito disposto a colaborar. Hoje, tento conter o estresse e ser gentil ao telefone. Repito dez vezes, calmamente, se for preciso…

Nem sempre funciona. Mas tem funcionado em diversos momentos. E o melhor é que o dia segue mais leve, com uma situação chata a menos para administrar…


Primeiras, segundas, terceiras impressões

Setembro 15, 2009

Costumo gostar das pessoas com certa facilidade. Um amigo me disse certa vez que há um pouco de ingenuidade nisso. Eu discordo, acho que há a vontade de dar um voto de confiança. O tempo nos revela as verdades. Eu não sou adepta da máxima que diz que a primeira impressão é a que fica. Pra mim, impressão vai se formando, com o tempo. Eu gosto de formar minhas próprias impressões, segundas, terceiras… Já me surpreendi diversas vezes.


Conhecendo com o tempo

Setembro 8, 2009

Eu gosto de conhecer as pessoas. Acho isso importante, diria até fundamental. Qualquer início de relação é fácil e simples, porque os sentimentos nos deixam mais leves e tolerantes. Mas o tempo é cruel. Os defeitos aparecem e a paciência vai para o espaço. Por isso, gosto de conhecer a pessoa. Gosto de entender seu jeito de pensar, suas manias, os hábitos. Acho que assim fica mais fácil administrar as situações adversas. Tem quem se entregue rápido demais, tem quem se resguarde… Cada um tem o seu próprio tempo. Para uns, pode levar mais tempo, para outros, o tempo acaba sendo bem relativo. Eu gosto de deixar o tempo revelar alguns segredos, antes de descobri-los quando não mais tiver jeito…


O que te faz se afastar de alguém?

Agosto 26, 2009

O que faz com que nos afastemos de alguém… Uma pergunta difícil. Quer dizer, depende. A resposta pode ser das mais fáceis: uma conduta, uma palavra, uma atitude, uma ação. Pode também ser difícil entender, talvez um conjunto de coisas que vão acontecendo ao longo do tempo, e, de repente, estoura. A gente se afasta de algumas pessoas, ainda que haja um sentimento bacana. A gente se reaproxima de outras pessoas, por razões que nem sempre conseguimos compreender. A gente se afasta porque quer. Ou nem percebe que está se distanciando. A gente se reaproxima porque quer, ou também nem percebe que está acontecendo. Um dia, alguém me disse: “A gente sempre sabe a razão”. E eu concordo, a gente sempre sabe a razão.


O medo de perder alguém

Agosto 10, 2009

O medo de perder alguém nos faz aceitar uma série de coisas… Muitos de nós passamos por isso na vida. Eu, por exemplo, já tive medo de perder alguém. Perdi esse medo. Não é o medo de perder alguém que te faz manter esse alguém ao seu lado. Não funciona. Às vezes, ao perder o medo de perder esse alguém, você perde também a vontade de ter esse alguém ao seu lado. Parece contraditório, mas não é. O medo embaça a realidade, vira guia, mas desnorteia. Sem medo, a situação se mostra mais clara, óbvia até.



Como a gente sabe que vai durar pra sempre?

Julho 17, 2009

A pergunta me foi feita recentemente. No meio da madrugada, uma mensagem no celular que me despertou do sono. Como a gente sabe que encontrou alguém para o resto da vida? Fiquei pensando sobre isso no momento, ainda cambaleante do recente sono. A resposta foi imediata. A gente não sabe. Mas a gente pode querer que dure para sempre. Eu acho que é isso. A gente nunca sabe por quanto tempo uma relação vai durar. O importante não é isso. Fundamental, a meu ver, é a vontade de que ela dure para sempre. Essa vontade pode fazer a gente agir de uma forma direcionada a fazer a relação durar. Essa vontade pode fazer com que dure um pouco mais. Eu digo pode, porque não é tão fácil assim. Somos humanos, temos sentimentos… Enfim. Outra coisa que o tempo me ensinou foi a viver cada dia, cada momento, até o último segundo em que é possível dizer que está valendo à pena.


Pelo Dia dos Namorados

Junho 13, 2009

Um dia de atraso, eu sei. Mas não importa, não é? Que seja ele todos os dias… Que uma data singela como o 12 de junho sirva para nos lembrar que precisamos comemorar cada segundo ao lado da pessoa que a gente ama…

“Meu amor,

Pensei em escrever uma carta de amor que seja ridícula para ser legítima (e para que eu não fosse a única ridícula a nunca ter escrito uma carta de amor). Uma carta de amor que te fale com jeito de poeta sem jeito do nobre ofício de amar. Que te fale que é por estar te amando que trago uma canção na alma e um sol quente e brilhante no coração. Que ando como se meus pés fossem feitos de nuvem. Que tenho vontade de sair dançando de rosto colado com você toda vez que toca a nossa música, que o Chico fez para nós e nem sabe. Que te contasse que o aconchego dos teus braços me leva de volta para casa. Que seu beijo ainda tem o mesmo efeito devastador sobre meus sentidos, e que o resto… Ah, o resto! Que quero nosso amor todo dia reinventado, porque sei que o amor não é eterno, é diário. Então quero estar diariamente reapaixonada. Que sei que amor não se vende, não se troca, não se paga. Amor a gente sente, espalha. E dá trabalho, mas vale mesmo à pena. Pensei mesmo em te escrever uma carta de amor, simplesmente pra falar que eu te amo, e que este amor faz de mim a pessoa mais ridiculamente feliz deste mundo”.


Sem provas

Junho 10, 2009

Não adianta alimentar uma situação imaginária. Não adianta tentar se convencer de que existe sentimento quando a única prova plausível que você tem são suas lembranças. Não adianta viver uma história que não existe.


O amor da minha vida

Junho 4, 2009

Quem nunca chamou alguém de “amor da minha vida”? É uma expressão forte, uma carga de sentimentos incontável, e mesmo quando há sofrimento dentro da relação com o “amor da vida”, vale à pena ter tido um. Tive poucos amores da minha vida, mas foram valiosos. Fizeram-me acreditar que é possível amar e ser feliz ao lado de alguém.

Viver estas relações foi crucial para o amadurecimento da minha concepção sobre o amor. Eles, os amores da minha vida, me ensinaram muito. Nem sequer sabem disso, mas foram cruciais para a composição do que sou hoje. E o que sou hoje, para mim, é uma vitória. Sei o que fui. Isso me deixa feliz porque percebo que em muito, melhorei.

As relações amorosas se constroem à base da amizade. Um dia cheguei a confundir as coisas. Será que é amor mesmo? Será que não é amizade? Descobri que não existe amor sem amizade. Ela é a base do amor, porque enquanto o amor nos enche de raiva quando as circunstâncias estão adversas, a amizade vai estabilizar, equilibrar, vai gerar compreensão.

Não sou a melhor mulher do mundo, nem sou perfeita. Acredito, no entanto, que sempre fui uma boa companheira. Com todos os defeitos que tenho, claro (e não são poucos). O tempo me fez aprender tanta coisa. A principal delas, pedir desculpas. E, na mesma intensidade, perdoar. Aprendi a confiar nas palavras do outro. A acreditar que se está ao meu lado é porque quer. Mas precisei errar pra entender.

Aprendi que preciso dizer o que penso, ainda que possa ser doloroso. Mas dizer o que penso precisa de ponderação. Não é sobre o que dizer, mas como dizer. Se eu me chatear, vou falar. Se não agradou, vou dizer. Se está bom, farei questão de ressaltar. E se exagerei, não vou pensar duas vezes pra pedir desculpas. Acho que amor é pra somar, pra tornar a vida melhor… o amor que te joga pra baixo não é saudável.

Meus parâmetros tornaram-se complicados. Isso porque eu os simplifiquei demais. E a simplicidade é complexa aos olhos dos outros. Estou mais tranquila, mais honesta comigo e com o outro, mais paciente. Escolhi não discutir por coisas pequenas. Escolhi pedir desculpas, ser compreensiva e paciente.

O problema é que estas escolhas me tornaram uma pessoa mais exigente. Qualquer pessoa não serve mais. Se é para abrir mão de liberdade, se é pra ser mais compreensiva, se é pra me doar mais, que seja por alguém que valha muito à pena. Eu não busco a perfeição, não acredito em conto de fadas, mas passei a acreditar, isso sim, que podemos facilitar as coisas ao invés de dificultá-las.


Entregue as armas

Abril 14, 2009

Será que vale mesmo à pena querer sozinho? Desistir e entregar as armas faz parte, meu querido. Talvez tenha chegado a sua hora de desistir e sofrer a dor de uma batalha perdida, com a certeza de que amanhã terá sido apenas mais uma batalha, dentre as tantas que você ainda precisará lutar.


Fim

Março 13, 2009

A gente sente quando chega ao fim. A gente sempre sente.