Perto, mas longe

abril 9, 2012

Relacionamento não é mesmo algo fácil. São duas pessoas, duas cabeças, duas formas de pensar, de interpretar o mundo. Tudo dois, mas querendo ser um. Embora difícil, não é impossível, basta ter objetivos comuns e administrar as diferenças. Se já é complexo quando os dois estão perto, imagina quando a relação é à distância, quando os diálogos ocorrem basicamente por telefone e internet, quando os olhos não estão um diante do outro. Logo os olhos, que dizem tanto… Aqui as palavras se tornam fundamentais, precisam ser bem escolhidas, pensadas. Não dá para deixar dúvidas, nem margem á interpretação. Elas têm de ser precisas, explicadas em detalhes, para não restarem dubiedades. À distãncia, tudo fica maior, mais intenso, mais dramático. Tudo exige mais cuidado, sem dúvida.


Da complexa arte de relacionar-se

março 23, 2012

Relacionar-se é difícil. Aliás, complexo. São tantas variáveis, que administrar todas as diferenças requer um jogo de cintura muito grande. São duas pessoas diferentes, com pontos de vista diferentes, que tiveram diferentes experiências ao longo da vida. como poderia ser fácil? Mas acho que no meio disso tudo, algo é fundamental: querer estar junto. Esse talvez seja o primeiro passa para a coisa dar os primeiros passos. A partir daí, as diferenças vão se moldando aos poucos. E, se realmente valer a pena, o resto será apenas detalhe.


Autoconhecimento

março 17, 2012

Tudo passa pelo autoconhecimento. É preciso se conhecer, para depois tentar entender nossas relações com o mundo e com as pessoas. E aí vem o aprendizado, porque só a partir desta autodescoberta seremos capazes de buscar o melhor caminho, de mudar e transformar o que for preciso. Se eu me entendo, já é um passo.


Das palavras e dos gestos

setembro 1, 2011

As palavras, se bem escolhidas, são lindas. Elas comovem, emocionam, criam expectativas, alimentam sonhos… As palavras são capazes de construir ou de destruir, elas podem iludir, podem decepcionar. Por isso, mais importante que as palavras são os gestos. Estes, sim, importam. Estes, sim, nos mostram as reais intenções… O que dizer de um olhar parceiro? De um olhar apaixonado? As palavras são indispensáveis, claro. É muito bom ouvir um “eu te amo”, por exemplo, se for honesto e de coração. Mas é muito melhor se sentir amado no dia a dia, nos pequenos gestos, nas pequenas atitudes. Quem já se sentiu amado na vida sabe do que eu estou falando… É isso. Se não sente, não fale! Se sente, demonstre. A vida a dois pode ser maravilhosa, se houver amor, só depende da gente.


A crueldade da traição

maio 20, 2011

A traição é muito cruel. É tão contraditório provocar um sofrimento de tamanha magnitude na pessoa que se diz amar, para quem se faz juras de amor eterno e com quem se planeja um futuro a dois. Um dia me disseram que “o que os olhos não veem, o coração não sente”. A grosso modo, talvez seja verdade. Ninguém sofre pela ignorância. Mas será que compensa correr o risco de um dia os olhos verem? A traição mostra um pouco do egoísmo do ser humano. Quem trai, pensa única e exclusivamente em si, sem fazer questão de levar em conta os sentimentos do parceiro. É triste perceber o quão egoísta as pessoas são.

E outra, se a pessoa traiu alguém para ficar com você, como confiar que a mesma pessoa não trairá você para ficar com outro alguém?


Mais uma história de amor

abril 15, 2011

Não canso de me comover com as histórias de amor, com as declarações sutis, com a ternura das palavras. Perdemos o romantismo no dia a dia. A correria apaga a beleza dos pequenos detalhes da vida. Não temos tempo de apreciá-los, até que algo acontece, uma história chega aos ouvidos e voltamos a acreditar na força desse sentimento, nas entranhas inalcançáveis dele. E penso no quão belo e sedutor é o romantismo, no quanto é importante compartilhá-lo.

Sem citar nomes, contarei uma história. Ela à beira da morte, no leito de um hospital. A família já desenganada, aguardava apenas o último suspiro. Ele, diariamente ia lá, visitá-la, conversar com ela. Um casal já maduro pelo avançar da idade. Em uma manhã de um dia qualquer, ele cumpriu sua rotina. No leito de sua amada, disse ao pé de seu ouvido que aquela seria sua última visita, que ele não voltaria mais ao hospital, porque ficaria na casa dos dois, à espera dela.

Despediu-se. Beijou-lhe a testa. Foi para casa, como em todos aqueles dias em que dividia as horas permitidas pela medicina com o seu amor. Em casa, ele fechou os olhos para dormir, e não mais acordou. Ele não voltou mais ao hospital, como dito. Preferiu deixar o nosso mundo antes dela, para esperá-la lá, onde quer que ela vá. Ela irá na hora em que tiver de ir e sem saber que ele já está lá, a esperá-la.

E não duvide que eles irão se encontrar.


Tentando me importar menos

fevereiro 24, 2011

Às vezes pessoas que amamos tomam certas atitudes que não conseguimos compreender, que nos magoam. E talvez seja melhor não entender mesmo. Cada um tem seus motivos, tem suas razões. A gente sempre acha justificativa para o que quer, para o que faz. Eu já sofri muito tentando achar respostas para tudo o que acontecia ao meu redor. O tempo, sábio, me ensinou que quando as respostas dependem de outras pessoas, nem sempre vamos conseguir arrancá-las. Eu tenho aprendido muito com a vida nos últimos dias. Lições valiosas, mas difíceis.

No post anterior eu tinha falado da importância do diálogo. E eu acho mesmo fundamental dizer o que está sentindo, o que está pensando. A gente pode evitar tanta coisa. Eu sei que tem gente que tem dificuldade de falar. Escreve uma carta, manda um e-mail, sei lá, se expressa. Mas é isso, cada um tem suas razões, né? Lembro que uma vez eu fui terminar um namoro e passei minutos e minutos falando sozinha. Ele praticamente não disse nada. Umas poucas frases e só. Saí de lá me sentindo péssima, sem entender o que tinha acontecido, sem saber o que ele estava pensando… Acho que é hora de me esforçar para me importar menos com os outros.


Todos mudamos

fevereiro 18, 2011

As pessoas nos surpreendem. Elas mudam, sim, para abraçar a própria conveniência, até. Não que eu ache isso bom ou ruim. É que às vezes a gente convive com alguém por anos, divide confidências e é pego de surpresa com um posicionamento, uma frase, um comportamento inesperados. Eu gosto das mudanças. De alguma forma, elas me dão um novo gás, renovam minhas esperanças… mas algumas mudanças são “chocantes”, nos deixam sem reação, nos calam.

Daí a gente se pergunta se aquela é a mesma pessoa, se foi uma mudança que a transformou em uma nova pessoa ou se realmente a conhecemos um dia… Talvez a mudança tenha sido nossa, e a gente não tenha notado. Bom ou ruim, nossas experiências vão nos moldando ao longo do tempo. E as experiências das pessoas ao nosso redor fazem o mesmo com elas.

Não dá para julgar se aquela nova pessoa é melhor ou pior que a anterior. Questão subjetiva é essa. E quem somos nós para repondê-la em tão poucas linhas.

Que, apesar de diferentes, estejam felizes, é o que vai importar ao final.


Intimidade é massa

dezembro 17, 2010

Intimidade é massa. Talvez seja a parte que mais me atraia em manter relacionamentos longos. O tempo possibilita que conheçamos os detalhes da pessoa que está ao nosso lado. Aprendemos a ler olhares, a entender reações. Deciframos comportamentos sem que palavras sejam necessárias. Tem gente que acha a previsibilidade um saco, mas eu a aprecio quando ela decorre da intimidade. Sabe aquela sensação de você já esperar a reação do outro? De ter certeza de como vai agir? Eu gosto de conhecer os gostos, os hábitos. De saber o que chateia, o que irrita… Eu realmente acho a intimidade massa.


Uma segunda chance

novembro 25, 2010

Eu acredito em uma segunda chance. Dar uma segunda chance a uma relação não significa que ela vai dar certo ou que tudo será um conto de fadas desta vez. Quer dizer apenas que você está disposto a tentar mais uma vez. Que, de alguma forma, você acredita na possibilidade de reconstruir a relação, recontar a história. Que é possível escrever um novo final.  Às vezes precisamos amadurecer para viver certas situações. O tempo nos ajuda nesse amadurecimento. Eu já dei uma segunda chance e foi bom pelo tempo que deveria ter sido. Às vezes dar uma segunda chance é fundamental para te trazer certezas. É que se não der certo no final, pelo menos você tentou com todas as armas que podia.


O direito a dar um tempo

novembro 22, 2010

Eu acredito no “dar um tempo”. O próprio tempo me ensinou que há momentos em que vale a pena se afastar por um tempo para rever as prioridades, para colocar a cabeça no lugar, para repensar a relação. Eu não acredito no ‘dar tempo’ toda hora, não acredito quando ele vira artifício para esconder outras intenções. Mas eu realmente acho que às vezes pode ser importante.

Assim como acho mais importante ainda aprender a passar pelas crises juntos, aprender a enfrentar os obstáculos da vida, um do lado do outro. Não é que o melhor seja dar um tempo, ou o melhor seja ficar junto. Para mim, depende. Sim, eu acho que muita coisa na vida depende de tantas outras. Eu já dei um tempo, e foi fundamental pra minha relação voltar fortalecida. Eu já enfrentei uma crise junto, e foi tão importante quanto.

A gente precisa é aprender a decidir o que vai ser melhor naquela situação específica.


O amor que eu amo

novembro 11, 2010

É tão difícil falar sobre o amor. São tantas variáveis… Eu acredito no amor e tenho a minha forma própria de enxergá-lo, como todo mundo o tem. O amor que cultivo em mim tem uma certa tranquilidade, um ar de paz. Sim eu já amei. Amei de duas maneiras diferentes, porque talvez a maturidade nos ensine um jeito mais gostoso de amar. Perguntei-me durante muito tempo como é que a gente sabe que é amor. As respostas, eu as encontrei vivendo. Por cada reação, por cada emoção, por cada riso e lágrima, ali tinha mais uma certeza de que, sim, era amor.

Percebi que o amor se mostra pela vontade de querer estar junto, pelo respeito, pela cumplicidade, pela troca. O amor que eu costumo amar exige de mim dedicação nos momentos mais difíceis para o outro. Eu não aprendi a amar pela metade, nem consigo entender como amar apenas os momentos bons. É que meu amor ama o todo, na alegria e na tristeza. Esse amor que florece em mim não costuma medir muitos esforços para ver o outro feliz. Talvez seja mesmo um amor exagerado, ou talvez não. Não consigo imaginar amor sem risos, não consigo imaginá-lo sem risos exagerados. O meu último amor durou pouco, mas durou o suficiente para me fazer entender o quanto amadureci amando alguém.

Percebi que o amor se sustenta na segurança, na certeza de que os dois querem ficar um com o outro. Também entendi que não há como haver amor sem discussão, sem adaptação de ideias e sonhos. O problema não são as brigas, mas a forma como lidamos com elas. A gente pode prolongar a briga, ou a gente pode resolver e colocar um ponto final nela. A gente pode remoê-la por toda uma vida ou a gente pode esquecê-la, deixá-la para trás. Descobri que o amor só dura à base do diálogo, e que o diálogo exige duas vozes para se concretizar. O amor não sobrevive à mudez da alma. Até o silêncio no amor, ele precisa se expressar. Ah, e também compreendi que o amor em si não é romântico, ele é cotidiano, é vida, é diário.

Amor que é amor sofre junto, perde a noite pra dividir a responsabilidade, tenta fazer a tristeza do outro sorrir. No amor, a gente faz escolhas. E algumas delas significam abdicar dos próprios sonhos, para minimizar a dor do outro. Significa partilhar a dor quando ela parece não ter mais fim. Quando a gente ama, a gente enxerga o sofrimento e a alegria no olhar do outro. A gente sabe quando o outro sorri a tristeza. A gente sabe quando o outro finge a felicidade apenas para seguir em frente, mesmo quando a dor ao redor não cansa de se mostrar. Quando a gente ama, a dor do outro dói na gente.

Mas como eu disse logo acima, o amor é cotidiano, é vida, é diário. E ele não sobrevive sozinho, sem a troca. Não no relacionamento a dois, pelo menos. A incerteza do outro gera incerteza na gente. É que a relação só evolui se houver mútuo empenho. Quando o outro deixa de ter certeza, quando o amor do outro já não parece brilhar, o amor da gente murcha, ele recua, ele se enconde. É como um bichinho amedrontado, que se sente acuado e perde a coragem de arriscar. O alimento do amor é a segurança, são aquelas atitudes do outro, aqueles gestos naqueles momentos específicos que voltam a inflar o nosso amor.

O meu amor deixou de ser romântico há algum tempo. Ele ainda é regado a surpresinhas e doçuras, ele ainda vive de carinho. Mas ele é real, ele permeia a divisão de tarefas, o estresse da correria da vida. Ele está ali, entre a discussão de um problema e outro, entre uma notícia boa e uma ruim. O amor que eu amo entende a hora de administrar uma crise, entende que há conflitos, entende que às vezes é necessário parar para reparar. Esse meu amor quer partilhar. É que eu ainda não aprendi a amar o amor solitário. O amor que eu amo também precisa ser amado.


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