Inegociável amor

maio 28, 2011

Não se compra amor, nem se vende. É inegociável. Pode-se forjá-lo, fingi-lo, mas lá no íntimo, o coração vai se povoar deste sentimento somente se ele for verdadeiro. Amor é doação, ele é gratuito e até unilateral. Amor é assim, a gente simplesmente ama.


O amor que eu amo

novembro 11, 2010

É tão difícil falar sobre o amor. São tantas variáveis… Eu acredito no amor e tenho a minha forma própria de enxergá-lo, como todo mundo o tem. O amor que cultivo em mim tem uma certa tranquilidade, um ar de paz. Sim eu já amei. Amei de duas maneiras diferentes, porque talvez a maturidade nos ensine um jeito mais gostoso de amar. Perguntei-me durante muito tempo como é que a gente sabe que é amor. As respostas, eu as encontrei vivendo. Por cada reação, por cada emoção, por cada riso e lágrima, ali tinha mais uma certeza de que, sim, era amor.

Percebi que o amor se mostra pela vontade de querer estar junto, pelo respeito, pela cumplicidade, pela troca. O amor que eu costumo amar exige de mim dedicação nos momentos mais difíceis para o outro. Eu não aprendi a amar pela metade, nem consigo entender como amar apenas os momentos bons. É que meu amor ama o todo, na alegria e na tristeza. Esse amor que florece em mim não costuma medir muitos esforços para ver o outro feliz. Talvez seja mesmo um amor exagerado, ou talvez não. Não consigo imaginar amor sem risos, não consigo imaginá-lo sem risos exagerados. O meu último amor durou pouco, mas durou o suficiente para me fazer entender o quanto amadureci amando alguém.

Percebi que o amor se sustenta na segurança, na certeza de que os dois querem ficar um com o outro. Também entendi que não há como haver amor sem discussão, sem adaptação de ideias e sonhos. O problema não são as brigas, mas a forma como lidamos com elas. A gente pode prolongar a briga, ou a gente pode resolver e colocar um ponto final nela. A gente pode remoê-la por toda uma vida ou a gente pode esquecê-la, deixá-la para trás. Descobri que o amor só dura à base do diálogo, e que o diálogo exige duas vozes para se concretizar. O amor não sobrevive à mudez da alma. Até o silêncio no amor, ele precisa se expressar. Ah, e também compreendi que o amor em si não é romântico, ele é cotidiano, é vida, é diário.

Amor que é amor sofre junto, perde a noite pra dividir a responsabilidade, tenta fazer a tristeza do outro sorrir. No amor, a gente faz escolhas. E algumas delas significam abdicar dos próprios sonhos, para minimizar a dor do outro. Significa partilhar a dor quando ela parece não ter mais fim. Quando a gente ama, a gente enxerga o sofrimento e a alegria no olhar do outro. A gente sabe quando o outro sorri a tristeza. A gente sabe quando o outro finge a felicidade apenas para seguir em frente, mesmo quando a dor ao redor não cansa de se mostrar. Quando a gente ama, a dor do outro dói na gente.

Mas como eu disse logo acima, o amor é cotidiano, é vida, é diário. E ele não sobrevive sozinho, sem a troca. Não no relacionamento a dois, pelo menos. A incerteza do outro gera incerteza na gente. É que a relação só evolui se houver mútuo empenho. Quando o outro deixa de ter certeza, quando o amor do outro já não parece brilhar, o amor da gente murcha, ele recua, ele se enconde. É como um bichinho amedrontado, que se sente acuado e perde a coragem de arriscar. O alimento do amor é a segurança, são aquelas atitudes do outro, aqueles gestos naqueles momentos específicos que voltam a inflar o nosso amor.

O meu amor deixou de ser romântico há algum tempo. Ele ainda é regado a surpresinhas e doçuras, ele ainda vive de carinho. Mas ele é real, ele permeia a divisão de tarefas, o estresse da correria da vida. Ele está ali, entre a discussão de um problema e outro, entre uma notícia boa e uma ruim. O amor que eu amo entende a hora de administrar uma crise, entende que há conflitos, entende que às vezes é necessário parar para reparar. Esse meu amor quer partilhar. É que eu ainda não aprendi a amar o amor solitário. O amor que eu amo também precisa ser amado.


Hora de desistir

junho 4, 2010

É preciso saber a hora de desistir. Mesmo que doa, ainda que os planos fossem outros. Não adianta insistir em um relacionamento fadado ao insucesso, assim como não adianta lutar sozinho pela relação. é precisão a doação dos dois. Se um se doa sozinho, acaba sofrendo, acaba cansando, acaba desistindo…


Tarde demais

maio 8, 2010

“Hoje senti um aperto forte no peito. E pensei em você. Por um único momento eu quis que você nunca tivesse saído da minha vida. Por um único momento eu quis que estivéssemos prestes a comemorar mais um ano…  Mas o tempo passou. E hoje, por um breve instante, eu queria ter tido a chance de fazer o tempo voltar e ter feito alguma coisa diferente…

O que sinto por você nunca vai morrer. Hoje me dei conta de que esse sentimento é tão estranho… Talvez eu sinta algo que é só meu. Mas o tempo passou. Passou muito tempo. E hoje eu talvez esteja tomando uma das decisões mais difíceis da minha vida. Hoje eu estou decidindo abrir mão de tudo isso que eu sinto. Abrir mão de você.

Vou guardar esse sentimento em algum lugar bem longe das minhas vistas. É amor, não me resta dúvida. É um amor diferente, que eu talvez nunca tenha sentido por outro alguém, que eu talvez nunca sinta por alguém, mas que nasceu fadado a permanecer encurralado dentro de um peito. Triste isso. Mas nem tudo é perfeito. A graça é essa.

Pelo menos essa certeza você pode ter, e levar contigo a vida inteira. Eu te amo. Te amo da forma mais bela que pode haver no amor. Te amo do jeito que você é, com todos os defeitos que fui conhecendo ao longo do tempo. Te amo sem posse, sem ciúme, sem exageros… Te amo exatamente do jeito que eu queria amar alguém…

Mas hoje é tarde demais.”


Relação de um

maio 1, 2010

Não dá para construir uma relação só. É preciso dos dois, da dedicaçãoe vontade de ambos para que as divergências não atrapalhem e as vontades se ajeitem. Se um quer fazer tudo dar certo sozinho, a tendência é ser infeliz pra sempre, se enclausurar em uma relação de mão única. É bom pensar nisso antes de se meter em algo do tipo.


Ausência

outubro 22, 2009

Nossa ausência pode fazer bem a alguém. Feliz ou infelizmente.


É amor

junho 27, 2009

É amor, não resta dúvida 
Que talvez não seja mais sentido por um alguém 
Nascido fadado a permanecer encurralado dentro de um peito


Sem provas

junho 10, 2009

Não adianta alimentar uma situação imaginária. Não adianta tentar se convencer de que existe sentimento quando a única prova plausível que você tem são suas lembranças. Não adianta viver uma história que não existe.


O amor da minha vida

junho 4, 2009

Quem nunca chamou alguém de “amor da minha vida”? É uma expressão forte, uma carga de sentimentos incontável, e mesmo quando há sofrimento dentro da relação com o “amor da vida”, vale à pena ter tido um. Tive poucos amores da minha vida, mas foram valiosos. Fizeram-me acreditar que é possível amar e ser feliz ao lado de alguém.

Viver estas relações foi crucial para o amadurecimento da minha concepção sobre o amor. Eles, os amores da minha vida, me ensinaram muito. Nem sequer sabem disso, mas foram cruciais para a composição do que sou hoje. E o que sou hoje, para mim, é uma vitória. Sei o que fui. Isso me deixa feliz porque percebo que em muito, melhorei.

As relações amorosas se constroem à base da amizade. Um dia cheguei a confundir as coisas. Será que é amor mesmo? Será que não é amizade? Descobri que não existe amor sem amizade. Ela é a base do amor, porque enquanto o amor nos enche de raiva quando as circunstâncias estão adversas, a amizade vai estabilizar, equilibrar, vai gerar compreensão.

Não sou a melhor mulher do mundo, nem sou perfeita. Acredito, no entanto, que sempre fui uma boa companheira. Com todos os defeitos que tenho, claro (e não são poucos). O tempo me fez aprender tanta coisa. A principal delas, pedir desculpas. E, na mesma intensidade, perdoar. Aprendi a confiar nas palavras do outro. A acreditar que se está ao meu lado é porque quer. Mas precisei errar pra entender.

Aprendi que preciso dizer o que penso, ainda que possa ser doloroso. Mas dizer o que penso precisa de ponderação. Não é sobre o que dizer, mas como dizer. Se eu me chatear, vou falar. Se não agradou, vou dizer. Se está bom, farei questão de ressaltar. E se exagerei, não vou pensar duas vezes pra pedir desculpas. Acho que amor é pra somar, pra tornar a vida melhor… o amor que te joga pra baixo não é saudável.

Meus parâmetros tornaram-se complicados. Isso porque eu os simplifiquei demais. E a simplicidade é complexa aos olhos dos outros. Estou mais tranquila, mais honesta comigo e com o outro, mais paciente. Escolhi não discutir por coisas pequenas. Escolhi pedir desculpas, ser compreensiva e paciente.

O problema é que estas escolhas me tornaram uma pessoa mais exigente. Qualquer pessoa não serve mais. Se é para abrir mão de liberdade, se é pra ser mais compreensiva, se é pra me doar mais, que seja por alguém que valha muito à pena. Eu não busco a perfeição, não acredito em conto de fadas, mas passei a acreditar, isso sim, que podemos facilitar as coisas ao invés de dificultá-las.


Conveniente amor

março 8, 2009

Ando acreditando mais na conveniência do que no amor.


Você se arrepende de que?

março 7, 2009

Arrependimento é uma palavra pesada. Tão pesada que pensamos algumas vezes antes de pronunciá-la. Tão pesada que nos orgulhamos quando não precisamos enxertá-la no nosso dia-a-dia. Costumamos nos arrepender do que deu errado. Costumamos nos arrepender do que não fizemos. Talvez precisemos compreender que nem tudo o que deu errado deveria ter sido evitado. Talvez precisemos compreender que nem tudo o que deixamos de fazer deveria ter sido feito. Talvez precisemos compreender mais do que se arrepender!


É o amor

fevereiro 23, 2009

Um dia
o coração começa
a acelerar
por outro alguém.
Um dia.
Amanhã.
Hoje.


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