A crueldade da traição

maio 20, 2011

A traição é muito cruel. É tão contraditório provocar um sofrimento de tamanha magnitude na pessoa que se diz amar, para quem se faz juras de amor eterno e com quem se planeja um futuro a dois. Um dia me disseram que “o que os olhos não veem, o coração não sente”. A grosso modo, talvez seja verdade. Ninguém sofre pela ignorância. Mas será que compensa correr o risco de um dia os olhos verem? A traição mostra um pouco do egoísmo do ser humano. Quem trai, pensa única e exclusivamente em si, sem fazer questão de levar em conta os sentimentos do parceiro. É triste perceber o quão egoísta as pessoas são.

E outra, se a pessoa traiu alguém para ficar com você, como confiar que a mesma pessoa não trairá você para ficar com outro alguém?


Tentando me importar menos

fevereiro 24, 2011

Às vezes pessoas que amamos tomam certas atitudes que não conseguimos compreender, que nos magoam. E talvez seja melhor não entender mesmo. Cada um tem seus motivos, tem suas razões. A gente sempre acha justificativa para o que quer, para o que faz. Eu já sofri muito tentando achar respostas para tudo o que acontecia ao meu redor. O tempo, sábio, me ensinou que quando as respostas dependem de outras pessoas, nem sempre vamos conseguir arrancá-las. Eu tenho aprendido muito com a vida nos últimos dias. Lições valiosas, mas difíceis.

No post anterior eu tinha falado da importância do diálogo. E eu acho mesmo fundamental dizer o que está sentindo, o que está pensando. A gente pode evitar tanta coisa. Eu sei que tem gente que tem dificuldade de falar. Escreve uma carta, manda um e-mail, sei lá, se expressa. Mas é isso, cada um tem suas razões, né? Lembro que uma vez eu fui terminar um namoro e passei minutos e minutos falando sozinha. Ele praticamente não disse nada. Umas poucas frases e só. Saí de lá me sentindo péssima, sem entender o que tinha acontecido, sem saber o que ele estava pensando… Acho que é hora de me esforçar para me importar menos com os outros.


Cada problema dói sua dor

junho 30, 2010

Cada um tem seus problemas. E cada problema dói sua própria dor, a dor de quem o vive. Problemas não são compatíveis, nem comparáveis. Não há como reduzi-los em metragens. Não há como julgar sem sentir a dor do problema em si. Porque cada problema dói sua própria dor, porque cada ser humano sente a dor que é capaz de suportar.


Coitado do coração

maio 9, 2010

Sentimento é um troço engraçado, né? A gente quase nunca lembra que quem comanda o coração é o cérebro. Parece que o coração é um órgão autônomo, que decide tudo sozinho e com quem brigamos a maior parte do tempo justamente por não nos obedecer. É massa isso… rsrsrs… as poesias tratam disso, nossos dilemas giram em torno disso… O coração ganhou um status interessante e é responsável por tanta coisa, tadinho. A gente culpa ele mesmo, tem até vontade de arrancá-lo do peito, dar uns tabefes pra ver se ele toma tendência… Quem sabe assim ele aprende, né? Ah, coração!


Morte, perda… a dor

abril 26, 2009

Os dias não são fáceis para quem perde alguém. Eu perdi alguém e os últimos dias não foram fáceis pra mim… Talvez por isso eu tenha sumido… a gente perde um pouco a vontade de colocar pra fora as palavras, porque pouco conseguimos compreendê-las, quando em pauta está a ausência de alguém…. Eu precisei falar dessa ausência… precisei e falei… é um depoimento, um desabafo, uma reflexão… podem chmar como quiserem… Mas eu queria mesmo compartilhar com vocês estas palavras… É uma forma de cada um refletir também… O nome do texto é “Morte… e a dor da perda”. É só clicar aqui para ler… Seria um prazer poder compartilhar as tais palavras com vocês, ouvir palavras, saber o que pensam…

Alane


Ausência

março 30, 2009

A ausência tem vários sentidos. Neste contexto aqui, depois de alguns dias sem aparecer, para vocês a ausência pode significar a falta dos meus posts no blog. Para mim, no mesmo contexto, ausência representa a saudade de alguém que partiu desta vida e que era especial. Minha ausência significa um vazio que escondeu as palavras de mim e manteve apenas lembranças de tanta coisa que se passou. Que passou. Aos poucos estou voltando por aqui, da ausência, mas com a saudade. Como diria uma pessoa que amo muito, a gente nunca esquece, apenas se acostuma…


O que der e vier

março 22, 2009

Costumamos fazer confusões durante a vida. É que viver não é mesmo fácil, então temos sempre de lidar com algumas novidades, com nossos próprios sentimentos e com os sentimentos dos outros. Pois é, gente, não tem como fugir não. Vamos mesmo nos envolver demais ou pouco, vamos sofrer, nos machucar… vamos querer entender uma série de acontecimentos que não conseguimos entender… o que importa é fazer tudo valer a pena do jeito que for e aprender a dar a volta por cima quando for o caso… Vamos cair tantas vezes… mas vamos nos esforçar também para levantarmos… Vamos nos machucar durante as quedas, mas podemos fazer os curativos necessários… Tudo pode acontecer e precisamos estar prontos… prontos para o que der e vier.


Uns amam, outros não

fevereiro 21, 2009

O amor é um sentimento forte. Amar alguém tem um significado que pode ir além da nossa compreensão. Assim como pode ser intangível a percepção das razões que nos levam a sentir algo tão intenso por uma outra pessoa. Amor, no entanto, não se exige, não se obriga, nem se pede. Por isso muitas vezes amamos e não há reciprocidade. Muitas vezes amamos solitariamente. Quando isso acontece pode doer. A gente sofre, não entende. Mas não há o que fazer se o outro não retribui o sentimento. Para uns será mais difícil lidar com isso, para outros será mais fácil. Fato é que não tem jeito. Lidar com isso é inevitável.


Sofrer pra quê

janeiro 7, 2009

Há coisas por que vale à pena sofrer.
Outras não. 
Não sofra à toa.


Novas descobertas

setembro 6, 2008

Há algum tempo, coloquei um post aqui falando de uma música que me trazia sensação de tristeza, embora passasse horas ouvindo-a ininterruptamente. Alguém fez um comentário no post, falando que a tal música integrava a trilha sonora de um filme, chamado “A Vida Secreta das Palavras”. Hoje decidi assistir à produção. E o primeiro impacto que tive foi concluir que é uma grande ingenuidade minha achar que tudo na vida tem um lado bom.

Percebi que cada um guarda suas próprias dores. Há dores que não se medem e há tristezas que não têm fim. O quanto pequenos podemos ser, o quanto podemos ignorar sentimentos, desconhecê-los. Podemos achar que sabemos muito, que sabemos tanto. Mas há sofrimentos que fogem ao entendimento de quem nunca os viu invadir seus peitos sem piedade. Há tormentas que apenas precisam ser respeitadas, que não têm lado bom algum, que são de todo ruins.

A gente demora a entender tanta coisa. Hoje me senti um pedacinho pequeno de mundo. Quase invisível de tão pequeno. Acho que agora, neste exato momento, início da tarde de um sábado, começo a conhecer um pouco mais da vida. Autodescoberta, superação, angústia, impotência, sofrimento… A vida pode ser difícil a ponto de doer. De doer fisicamente mesmo. De doer psicologicamente. De doer para todo o sempre. De doer sem cessar um único dia.

Há dores que são intransponíveis, que passarão a vida como dores.


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